Queda nos juros estimula varejo

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Bancos públicos e privados continuam em guerra por taxas de juros mais baixas e quem comemora é o comércio. A afirmação é do assessor econômico da Fecomércio-AM, José Fernando Pereira da Silva

Bancos públicos e privados continuam em guerra por taxas de juros mais baixas e quem comemora é o comércio. A afirmação é do assessor econômico da Fecomércio-AM, José Fernando Pereira da Silva. Os novos cortes já estão valendo e a previsão é que ocorram mais reduções ainda no primeiro semestre.
A iniciativa de o governo federal pressionar os bancos públicos a reduzirem suas taxas de juros obrigou, consequentemente, as instituições privadas a seguirem o mesmo caminho. O primeiro anúncio de corte de alíquotas foi feito pelo Banco do Brasil, no dia 4 deste mês. Na mesma semana, Caixa Econômica Federal, Bradesco, HSBC, Santander, e Itaú Unibanco divulgaram nova redução nos juros. Na segunda-feira (23), Banco do Brasil e Caixa anunciaram mais um abatimento.
De acordo com Pereira da Silva, essa competição é saudável e dá ao comércio uma expectativa positiva em relação aos próximos meses. Para ele, o setor que mais comemora é o comércio automotivo, que já figurava um gráfico crescente nos primeiros meses de 2012. Em pesquisa divulgada pelo IFPEAM (Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresarias do Amazonas) no dia 20 de abril, o mercado de automóveis foi o que obteve melhores resultados em fevereiro –com aumento de 10,63% em relação ao ano anterior.
“Muitas pessoas já estavam se programando para trocar de carro e, diante das facilidades apresentadas pelos bancos nacionais, talvez essa seja uma boa hora de investir”, sugere o consultor econômico.
O administrador de empresas, Fernando Dias, já se prepara há um ano para comprar um carro e aproveitou a queda da taxa básica de juros para conseguir melhores vantagens. “Já sei o quanto posso gastar por mês, agora é só visitar as concessionárias e ver qual apresenta menores taxas”, conta.
O presidente da FCDL-AM (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Amazonas) Ezra Benzion Manoa também comemora e dá destaque para os beneficiados com as baixas taxas de juros. “A redução favorece não somente o consumidor, mas o comércio”, diz. Quando se tem taxas menores, o comerciante adquire produtos mais baratos e esse desconto é refletido no valor de consumo.
Segundo ele, essas mudanças poderão ser sentidas a curto e médio prazo. Além disso, Benzion levanta o incentivo que os descontos representam para os microempresários, em especial para aqueles que precisam de capital de giro para fortalecer suas empresas.

Juros e inflação

Embora o momento seja animador, Benzion alerta para as consequências negativas que a queda da taxa básica de juros pode acarretar. “É importante cuidar para que não enfrentemos um período de alta inflação”, diz o presidente da FCDL-AM.
José Fernando Pereira da Silva explica: “Se os juros baixam excessivamente, acontece o que chamamos de ‘inflação de demanda’. Quando a demanda dos consumidores e empresas supera ou ameaça superar a capacidade de produção a consequência dessa demanda superior à oferta é a alta dos preços. Se há 20 pessoas querendo comprar 20 carros, tudo bem. Se há 30 pessoas querendo comprar 20 carros, o preço do carro vai subir”.

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