Queda no preço da gasolina chega a 11%

A queda brusca de até 11,67% registrada desde o início deste mês no preço do combustível em vários postos de Manaus tem gerado controvérsias entre representantes da classe empresarial sobre o resultado dessa prática no mercado local, ora aquecido pelo valor cobrado nas bombas de gasolina, cujo valor chega ao cliente por até R$ 2,12.
Apesar de esclarecer que a entidade não se envolve com a disputa de mercado, o presidente do Sindicam (Sindicato do Comér-cio Varejista de Derivados de Petróleo, Lubrificantes, Álcoois e Gás Natural do Amazonas), Luiz Felipe Moura, opinou sobre a prática de redução do preço como algo nocivo à política adotada pelos postos de distribuição em Manaus.

De acordo com o dirigente, devido a práticas como dumping ou das promoções sazonais bruscas, cerca de 65 estabelecimentos ou algo em torno de 20% do total de postos de combustível já trocaram de proprietários este ano.
Moura asseverou que as promoções sazonais parecem ser uma alternativa encontrada por alguns empresários locais para driblar a decisão judicial na 4ª Vara Cível, no início deste ano, cujo resultado praticamente forçou ao tabelamento dos preços do combustível em Manaus.

Baixa visa segurar clientela, diz representante

Luiz Felipe Moura disse que pela decisão do juiz, os postos só podem ganhar 15% em cima da nota fiscal mais a CPMF e o frete. “Ir além desses ganhos, é considerado ilegal”, explicou.
A representante dos Postos ALG, Lygia Mattos, rebateu as críticas do dirigente afirmando que a maioria dos postos é obrigada a baixar o preço para assegurar a clientela. A executiva assegurou que a queda nos preços é um “efeito cascata” durante quase todos os meses de agosto e setembro, servindo para divulgar outros serviços oferecidos pelos postos e para incentivar a uma disputa sadia por clientes.
“Todos os anos, essa queda de preços do combustível é a diferença entre permanecer competitivo ou ficar sem clientes. Normalmente quem começa são os postos da zona sul e, se a gente não os segue, acabamos por fechar o período no vermelho”, assegurou Lygia Mattos.

A possibilidade de haver preços diferenciados para alguns distribuidores foi negada pelo gerente geral da Refinaria Isaac Sabá, Augusto Cesar de Carvalho, segundo o qual o preço cobrado pela refinaria não se altera há dois anos. O executivo disse que sobre o preço comum da gasolina na capital, cerca de R$ 2,40 em média, 30% é a margem de lucro da refinaria.

“Abaixo dessa margem, seria inviável à Isaac Sabá manter suas operações, por isso asseguramos que a Petrobras não está influenciado nessa disputa de mercado”, afirmou Carvalho.
Por outro lado, o consumidor, que não tem nada a ver com a polêmica redução de preços, comemora a concorrência. Segundo o motorista Roberto Vieira de Sá, embora possa servir de armadilha para a venda de combustível adulterado, o baixo preço alcançou praticamente a maioria dos postos da capital. “Agora é saber escolher um posto de confiança para não abastecer com combustível “batizado”, afirmou Vieira, que antes gastava cerca de R$ 90 por dia para trabalhar, caindo para pouco mais de R$ 70 diários.
O autônomo Messias Praia disse também estar aliviado com a queda do preço, porque consome muita gasolina e não vinha mais conseguindo abastecer.

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