Queda faz disparar consumo em Manaus

FGV aponta que além de Manaus, sete capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife) registraram uma queda de 0,06%.

O valor da gasolina nos postos de Manaus manteve a tendência de queda prevista em maio e fechou nas últimas três semanas de junho com preço oscilando entre R$ 2,24 e R$ 2,25 por litro. A queda média (0,34%) foi a menor registrada nas últimas oito semanas deste trimestre, segundo o Sindcam (Sindicato dos Postos de Combustíveis do Amazonas).
No fim de maio, um estudo desenvolvido pelo Ticket Car junto aos postos da capital amazonense já havia detectado a tendência à queda, embora os dados divulgados naquele momento não apontassem percentuais maiores que 0,29%.
Na análise do presidente do Sindcam, Luiz Felipe Moura, a queda nos preços da gasolina é fator primordial para impactar a concorrência entre os postos. O executivo frisou que, embora o sindicato não interfira no valor praticado entre os associados, é possível afirmar que não existem possibilidades de manutenção do preço da gasolina abaixo da média de mercado por longos períodos sem prejuízos para os empresários. “Mesmo com a manutenção do preço da gasolina nas distribuidoras e nas bombas, o aumento é fato, cedo ou tarde. Além disso, existe o custo do álcool anidro, dos impostos e do frete. O álcool utilizado na composição da gasolina, por exemplo, vem todo de fora”, ressaltou.
Moura criticou o posicionamento de vários postos da capital que vêm comercializando a R$ 2,19 o litro da gasolina, levando à suspeição da prática de dumping como estratégia para uma concorrência desleal. Segundo os cálculos do executivo, esse valor inviabiliza qualquer sustentabilidade comercial já que o pagamento com cartão de crédito leva da receita bruta do empresariado local, além de 1,8% da taxa de antecipação, mais 2,5% como taxa de manutenção. “Vemos como uma grande loucura a venda de gasolina a R$ 2,19. Sabemos que vários postos vêm praticando esse preço e, por isso, sugerimos às autoridades que fiquem atentas, pois é algo anormal e merece ser investigado”, asseverou Felipe Moura.

Índice de preços

Apesar das duras críticas do Sindcam, a média dos preços dos combustíveis na capital é confirmada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) por meio do Índice de Preços ao Consumidor Semanal, que apontou tendência a uma subida menor ou queda entre o fim do mês de maio e o início do mês de junho. Segundo a instituição, além de Manaus, sete capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife) registraram uma queda de 0,06% ante o aumento de 0,12% na primeira quadrissemana do mês (últimos 30 dias encerrados em 7 de junho).

Óleo diesel sofre alta de 6,8% no período analisado

Por sua vez, o valor médio do óleo diesel sofreu alta de 6,8% durante o mesmo período ante uma variação de 7,29% no fechamento do mês anterior, enquanto o preço do álcool desacelerou de maneira leve, já que a variação positiva entre o encerramento de maio e o início de junho passou de 0,30% para 0,29%.
Para o empresário Enoch Lira, o preço abaixo da média local é um atrativo a mais para intensificar a concorrência e agitar o mercado. O executivo negou qualquer ação de dumping no setor, garantindo que é prática dos postos ALG oferecer esporadicamente promoções semanais nos combustíveis. “Vender gasolina com valores entre R$ 2,15 e R$ 2,19 é apenas uma estratégia para chamar atenção dos nossos clientes ou atrair novos públicos”, assegurou ele.

Reprimir inflação

O consultor econômico Marcus Ishiba comentou que o comportamento dos combustíveis vem ajudando a impedir altas maiores da inflação ao consumidor, já bastante pressionada pela pressão expressiva dos preços dos alimentos.
No entendimento do especialista, os combustíveis se não apresentam quedas ou desacelerações fortes, pelo menos, não representam mais um fator que poderia puxar o IPCS (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) da FGV ainda mais para cima.

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