10 de abril de 2021

Queda de informalidade e desemprego no Brasil desacelera

O mercado trabalho seguiu aquecido, com bom desempenho no terceiro trimestre, segundo análise divulgada ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada

O mercado trabalho seguiu aquecido, com bom desempenho no terceiro trimestre, segundo análise divulgada ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea). Carlos Henrique Corseuil, diretor adjunto de Estudos e Políticas Sociais (Disoc) do instituto, destacou entre os fatores positivos a alta no rendimento, a queda na informalidade e a alta na ocupação. Em contrapartida, a redução na informalidade e na taxa de desemprego desacelerou, mostrando limites nesse movimento.
O texto da edição 53 do boletim Mercado de trabalho: Conjuntura e Análise ressaltou ainda o avanço na taxa de atividade. Essa taxa, que faz a comparação da população economicamente ativa (PEA) com a em idade ativa (PIA), caiu no segundo trimestre, mas a tendência inverteu-se entre julho e setembro, quando a média ficou com 57,1%. No terceiro trimestre de 2011, foi de 57,3%. Corseuil citou, no entanto, que os dados de outubro da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), seguem apontando uma tendência de alta na taxa de atividade. “A curva de 2012 já esteve abaixo da de 2011, mas ao longo do terceiro trimestre houve aumento, com a curva passando 2011 nos dados de outubro”, disse Corseuil, em entrevista à imprensa no Rio.
Com a população ocupada crescente e “mais pessoas dispostas a trabalhar, com a taxa de atividade em tendência de alta”, o desemprego segue caindo ou mantendo-se estável, segundo Corseuil. Apesar de ter oscilado pouco entre julho e setembro, a taxa de desemprego média dos três meses ficou em 5,4%, contra 6% no terceiro trimestre de 2011. A desaceleração na queda da taxa de desemprego e na queda da informalidade, de acordo com Corseuil, são os únicos sinais de desaquecimento do mercado de trabalho. Para o desemprego, um limite na queda pode estar mais próximo, tendo em vista que uma recuperação da atividade econômica não necessariamente resultará em novas rodadas de recuos – pode ocorrer de forma mais intensa fora das seis regiões metropolitanas da PME e com aumento da produtividade.

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