17 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Queda-de-braço entre auditores fiscais e governo federal continua

Rejeitada a propos­ta de tabela salarial e de calendário apresentada pelo governo, a saída para liberar cargas retidas na Alfândega dos portos e do Teca-3 será os analistas.

O tão esperado fim da greve dos auditores fiscais ventilado na última sexta-feira pelo Unafisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal) acabou não acontecendo, já que das 85 assembléias deliberativas, 78 delas, incluindo Manaus, optaram pela continuidade do movimento.
Rejeitada a proposta de tabela salarial e de calendário apresentada pelo governo federal, a saída para a liberação das cargas retidas na Alfândega dos principais portos e do Teca-3 será a utilização dos analistas fiscais.
O presidente do Cieam (Centro das Indústrias do Estado do Amazonas), Maurício Loureiro, recebeu a notícia da continuidade do movimento grevista com indignação, afirmando que a ação dos auditores tem impacto direto no pólo industrial pela ameaça à estabilidade da economia local. O dirigente considera que os prejuízos não se resumem ao que deixou de ser produzido pelas indústrias locais, mas no impacto indireto às empresas que prestam serviço às indústrias locais, como as fornecedoras de alimentos e insumos. “Além disso, nesse cenário de queda-de-braço entre governo e grevistas, a imagem do país no exterior foi quem mais se desgastou, já que, enquanto destino para novos investimentos, as regiões industriais vêm sofrendo perdas constantes por conta dessas repetidas greves”, asseverou.
Apesar dos auditores terem deflagrado a contragosto a operação padrão para desembaraço das mercadorias, os prejuízos causados pela greve estão longe de serem sanados e podem afetar o desempenho da balança comercial.

Prejuízo é de US$ 100 mi

Segundo o presidente do Sinaees (Sindicato das Indústrias de Elétricos, Eletrônicos e Similares do Amazonas), Wilson Périco, o segmento eletroeletrônico é o mais prejudicado, por ser justamente o que trabalha com maior número de insumos e componentes importados. “A matéria-prima parada nos centros alfandegários do porto e do Aeroporto Internacional de Manaus, aguardando fiscalização, por conta da greve dos auditores fiscais da Receita Federal, faz com que a indústria local amargue um prejuízo de mais de US$ 100 milhões”, finalizou.
No entendimento do empresário Simon Gouveia, a greve dos auditores tem resultado numa grande perda de faturamento e em pesadas multas por atrasos no cumprimento de contratos. “É perturbadora a morosidade dos auditores fiscais nesse período. O pior é que não parece existir uma saída em curto prazo para diminuírem essas perdas que estamos sofrendo com essa greve irresponsável”, ressaltou.

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