Quase metade do Amazonas são áreas rurais

Dos 10.365 setores censitários mapeados no Amazonas, 44,7% (4.636) são classificados como área rural (com exceção dos aglomerados), 44,4% (4.599) estão em “área urbana de alta densidade de edificações”, 3,70% (384) integram a “área urbana de baixa densidade de edificações e 3,89% (403) são considerados como povoados. Os dados são do IBGE e estão na Malha Setorial Intermediária 2019, com finalidade de planejamento territorial, embora a sondagem não apresente estatísticas de população e domicílios.

A área rural é constituída por espaços de baixa densidade de edificações e ocupação domiciliar mais tênue, embora possa conter estabelecimentos agropecuários ou ocorrência pontual de aglomerações domiciliares. Entre principais municípios amazonenses nessa categoria estão São Gabriel de Cachoeira (451 setores censitários e 9,72%), Barreirinha (268 e 5,78%), Lábrea (201 e 4,33%), Barcelos (182 e 3,92%) e Autazes (179 e 3,86%).

A área urbana de alta densidade de edificações conta com maior proporção de edificações do que vazios por metro quadrado, com mais concentração de domicílios, sistema viário desenvolvido, estruturas e equipamentos urbanos (edificações, pavimentação, rede elétrica, sanitária e etc.). São regiões compostas por aglomeração nas sedes municipais ou vilas. Além de Manaus (320 e 66,70%), estão nessa classificação Parintins (144 e 3,13%), Itacoatiara (112 e 2,43%), Tefé (78 e 1,70%) e Autazes (179 e 3,86%). 

Já os povoados são áreas que, além de apresentar critérios gerais de aglomerado rural, como a presença de aglomerações de domicílios com determinado estado de isolamento em relação às zonas urbanas, contam também com pelo menos duas ocorrências com atendimento regular, entre estabelecimentos de ensino, postos de saúde, templos religiosos e comércios. Fazem parte dessa lista Tabatinga (31 e 7,70%), Manacapuru (26 e 6,45%), Atalaia do Norte (25 e 6,20%), Manaus (20 e 6,95%) e Tefé (20 e 6,95%).

As áreas urbanas de baixa densidade de edificações têm zona edificada menor que a vazia, estão presentes nas sedes municipais, vilas ou zonas urbanas, e apresentam baixa concentração de estruturas, domicílios e equipamentos (edificações, pavimentação, rede elétrica, sanitária etc.). Manaus (74 e 19,3%) também está nessa lista, assim como Iranduba (41 e 10,7%), Eirunepé (15 e 3,9%), Itacoatiara (13 setores e 3,4%) e Boca do Acre (13 e 3,4%).

Divisão por município

A capital (3.174) tem o maior número de setores, sendo que 95,15% (3.020) são área urbana de alta densidade, 74 setores foram classificados como área urbana de baixa densidade de edificações, 55 estão na área rural, 20 foram considerados como povoados e 5 como lugarejos. Poucos municípios do interior seguem esse perfil. Dos 215 setores de Parintins, 67% (144) estão na área urbana de alta densidade e 25,1% (54) pertencem à área rural.

Na outra ponta, estão municípios como São Gabriel da Cachoeira. Embora esteja no segundo lugar do ranking amazonense em número de setores censitários, São Gabriel da Cachoeira tem 83,4% de seus setores (451) na área rural, além de 54 lugarejos (54) e poucas áreas de alta densidade (18). Barreirinha ficou em terceiro lugar, com 87,3% (268) na área rural, 15 na área urbana de alta densidade e 11 como povoados. Em Lábrea, a área rural respondeu por 80,4% (201) do total e o município contabilizou 39 setores na área urbana de alta densidade e 5 na de baixa densidade.

Outras localidades apresentaram maior equilíbrio entre as áreas. Itacoatiara teve 252 setores censitários mapeados – 44,4% (112) em área urbana de alta densidade, 96 na área rural e 20 como núcleo urbano. Manacapuru tem 46% de seus setores (93) mapeados na área rural, 34,2% (69) na área urbana de alta densidade e 12,9% (26) classificados como povoados.

Baixa densidade

No material de divulgação da pesquisa, o geógrafo e supervisor de disseminação de informações do IBGE-AM, Adjalma Nogueira Jaques, destaca que os territórios dos municípios são subdivididos para o órgão obter melhor detalhamento, ao realizar suas pesquisas demográficas e sociais. “Os setores levam em conta as características que ajudam na apuração, podendo ser uma aldeia indígena, uma favela, um condomínio, ou até mesmo uma área de preservação ambiental. A divisão é dinâmica porque, a cada dia, o território sofre alterações”, completou.     

Indagado pelo Jornal do Commercio sobre a dinâmica dos números do Amazonas e seus eventuais diferenciais em relação ao restante do país, o pesquisador informou que o IBGE não fez comparações com os outros 440.000 setores do país por falta de tempo hábil. “Mas, o que faz o diferencial na nossa região, e principalmente no Amazonas, são os setores com baixa densidade populacional”, encerrou.

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