Quase 50 mil demitidos no Amazonas, aponta Sebrae e Fecomércio

Ao menos 169 mil empreendimentos do Amazonas estão fechados em virtude da crise pandêmica, tendo que demitir mais de 49 mil pessoas. Os dados estatísticos foram apresentados pelo o Sebrae-AM (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no  Amazonas) e a Fecomércio-AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), em conversa com o deputado federal Sidney Leite (PSD), na manhã desta quinta-feira (23).

O objetivo da conversa teve como pano de fundo amenizar a crise enfrentada por estes tipos de negócios que são responsáveis por empregar mais de 300 mil pessoas. As percepções das entidades demonstram a dimensão da crise financeira no Estado, e o impacto disso para os pequenos negócios. 

“O deputado se colocou à disposição para resolver alguns entraves, especialmente no que se refere a renegociação de dívidas tributárias e facilidades de acesso ao crédito para os pequenos negócios”, informou a gerente da unidade e gestão estratégica do SEBRAE/AM, Socorro Corrêa.

De acordo com levantamento do Sebrae-AM, na primeira semana de abril, de quase 170 mil pequenos negócios no Estado, 147 mil que são do comércio e serviços, 57% estão com as portas fechadas. Outros 34% estão funcionando, mas as com vendas por delivery e online. E para completar existe a questão da queda do faturamento que atinge cerca de 86% dos pequenos negócios. A perda na receita chega a 60% impactando diretamente na capacidade de pagamento e de liquidez das empresas. 

“Isso gera um problema econômico porque a empresa passa a ter débito junto com  fornecedores, funcionários, banco, governo por conta dos impostos e isso gera um situação bem desconfortável para o pequeno negócio e pode levar ela fechar definitivamente e se tiver empregados demiti-los”.

Essa mesma pesquisa, conforme Socorro,  leva a um número de que 24% dessas empresas tiveram que demitir funcionários ‘a gente está falando só da microempresa e empresa de pequeno porte. O alto índice de demissões gera um outro problema social que é a  baixa capacidade de consumo das pessoas que por sua vez geram dívidas, além disso, terão problemas financeiros, com alimentação, vestuário, educação dos filhos, etc.”. 

De acordo com a gerente do Sebrae, entre as soluções encontradas está a necessidade de um trabalho de recuperação financeira dessas empresas. “Como se faz isso? com renegociação de dívidas, prolongamento de prazos de pagamentos e créditos que cheguem com uma taxa des de juros muito barata e chegue rápido para que ele possa colocar dia suas contas e se restabeleça novamente dentro do mercado”.

O Sebrae fez uma reavaliação dos produtos focados nesse momento em que pessoa precisa está vendendo pela internet e precisa está disponibilizando seus produtos e serviços em redes sociais, além de prestar assessoria jurídica e consultoria financeira. Em breve, estarao lançando consultoria de recuperação financeira que vai envolver levantamento de perdas, renegociações, busca de crédito. “Nós estamos adequando  todos os nossos produtos  e serviços para o que é necessário no momento para a pequena empresa”, enfatizou Socorro Corrêa.

Dentre as alternativas apontadas está a de prorrogar os prazos para recolhimento dos tributos durante o estado de calamidade, cancelar as multas aplicadas pela Secretaria da Fazenda e liberar os recursos destinados a estas empresas, mesmo se houver algum tipo de inadimplência. Estes, segundo os especialistas que participaram do bate papo, são alguns dos mecanismos que podem ajudar a minimizar os efeitos da crise causada pela Covid-19.

O presidente em exercício da Fecomercio-AM, Aderson Frota, que participou da conversa, considerou os aspectos sobre a paralisação do comércio e a atividade comercial a respeitos das medidas que devem ser tomadas em função da pandemia. “Detalhamos ao deputado que é necessário que houvesse uma série de medidas de pacto com o governo do estado no sentido de aliviar essa situação de dificuldade. São mais de 600 lojas fechadas e isso dificulta porque cria um quadro de instabilidade na economia e esse cenário vai aos poucos perdendo o equilíbrio, e isso pode desaguar num processo de desemprego intenso que é grave também. É muito doloroso”, lamentou o representante da entidade reforçando a importância de criar mecanismos de alívio neste grave momento de crise. “Não só aliviar esse momento, mas acima de tudo, não agravar um quadro que está ficando mais difícil”.  

A iniciativa em debater sobre a questão, foi transmitida por meio de uma Live,  na página do deputado federal Sidney Leite. Ele informou que pretende  buscar o diálogo com o governo do estado para ver o que pode ser feito em relação a intermediação em respeito aos tributos estaduais, principalmente o ICMS.  “Fica mais claro a necessidade de votarmos urgentemente a ajuda do governo federal aos estados”.

Fonte: Andreia Leite

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