Quarentena: Observe como está o comportamento do seu pet

Você já parou para pensar ou observar se o seu pet mudou o comportamento durante a quarentena? A rotina já não é a mesma para nós e nem para eles, nossos companheiros peludos. E isso tudo tem um impacto direto em nossas vidas e na dos animais de estimação, neste momento de proteção contra o coronavírus.

E lá estão nossos amiguinhos confinados dentro de casa, sem ter a mesma liberdade de antes, quando podiam sair às ruas frequentemente para ir a passeios em parquinhos, nas praças, onde interagiam com outros pets e também com outras pessoas.

Que clausura! Muito entediante, mas necessária. Agora, reféns também do medo que nos assola, nossos amigos manifestam toda sorte de distúrbios comportamentais. Vivem ansiosos, entram em depressão e, às vezes, ficam até agressivos, por não poderem extravasar essa energia natural que lhes é característica, peculiar.

Para aliviar as tensões, começam a mordiscar as patas, que chegam até sangrar, numa espécie de automutilação. E ainda: rodopiam como um pião para alcançar o rabinho, um ato que chega a desperta risos em seus tutores. 

Mas não se engane. Esse hábito pode significar que seu melhor amigo não está nada bem. E precisa de cuidados. Pode ser sinal de doenças físicas, neurológicas, ou até mesmo para chamar a atenção das pessoas (menos mal, nesse último caso).

Mas fique atento. Ficar preso, isolado, dá vazão para uma série de problemas emocionais nos pets. Eles precisam de espaço para se exercitar e interagir frequentemente. Existem casos até de cães que desenvolvem uma espécie de canibalismo – comem o próprio rabo para amenizar o estresse, a tensão. 

Sem dúvida, cães e gatos são diferentes, mas indiscutivelmente todos eles têm algo em comum: precisam ficar soltos, terem espaços, e, quando são cerceados dessa liberdade, adoecem, ficam amolentados, indiferentes.  

Por isso, é importante criar uma rotina de atividades para mantê-los (cães e gatos) entretidos e saudáveis. E quando não têm como desfrutar dessa mobilidade instintiva, natural, podem passar a comer compulsivamente, abrindo portas para doenças como diabetes, obesidade e problemas cardíacos.

Portanto, é essencial dosar a dieta, fazer o manejo de alimentos, aliados a exercícios físicos diários. Brinquedos interativos ajudam muito, mas em geral não são tão baratos – e também não estão acessíveis para a maioria dos tutores.

Mas você pode recorrer a brincadeiras que não custam nada, não têm o menor custo, como já dissemos em outras edições desta coluna. As bolinhas de papel, ou até mesmo aquelas de plástico, podem entreter muito bem os nossos amiguinhos. Arremesse-as e eles a trazem de volta. Muito simples.

Simule correrias dentro de casa, jogando-se no chão, fingindo que você é mesmo um cachorro ou gato. Os pets adoram. Com bom senso, claro, tudo vale a pena nesta época de quarentena quando a questão é proteger a si mesmo e os nossos amiguinhos. Afinal, você vai pagar o mico só para quem está em casa.

Então, se você notar que algo não está muito bem com relação ao comportamento de seu pet, avalie e recorra a um especialista, se necessário. Não precisa sair de casa para ter essas orientações. Vivemos hoje num mundo virtual. A internet está aí disponível para dirimir qualquer dúvida. Fica a dica!

POR DENTRO

Principais sinais:

.  Amolentamento, sonolência

. Compulsão por alimentos

. Hábito de lamber as patas o tempo todo

. Voltinhas para morder o rabo (até sangram)

.  Vocalização

. Choramingos

– Agressividade

. Hiperatividade

. Isolar-se debaixo de móveis

DICA ANIMAL

‘Controle meu peso’

Mais uma vez, vale o alerta. Os pets estão engordando desmedidamente. E a causa é uma só: os tutores nem sempre hesitam em ‘encharcar’ os seus amiguinhos de comida – até de demais, por sinal. E daí vêm os grandes problemas de saúde.

Além disso, os bichinhos degustam petiscos, ricos em gorduras, e ingerem até a mesma comida que consumimos diariamente, recheada de condimentos, com alto teor de sódio. Tudo isso é extremamente nocivo para eles. 

Limite-se a fazer o manejo alimentar só com rações produzidas exclusivamente para os pets. Elas contêm praticamente tudo que nossos amigos precisam para crescer e manter-se saudáveis.

Entenda. Seu amiguinho não tem o mesmo organismo que temos. Eles precisam de cuidados que vão da boa alimentação, assistência veterinária, afetividades e lazer. É a qualidade de vida que permite a longevidade. Tudo depende diretamente de você.

Fonte: Marcelo Peres

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