2 de março de 2021

Qualificação ainda é problema nas empresas

A falta de trabalhador qualificado, que atinge 69% das empresas nacionais, segundo pesquisa da CNI (Confederação Nacional das Indústrias), é uma realidade vivida também pelos setores do comércio e indústria do Amazonas

A falta de trabalhador qualificado, que atinge 69% das empresas nacionais, segundo pesquisa da CNI (Confederação Nacional das Indústrias), é uma realidade vivida também pelos setores do comércio e indústria do Amazonas. O setor industrial comporta, de acordo com dados parciais de janeiro de 2011 da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), um total de 99.168 de mão de obra ocupada, dividida entre as mais de 400 indústrias do PIM. O polo eletroeletrônico lidera em número, com 40.400 trabalhadores, seguido do polo de duas rodas (18.883).
De acordo com a assessoria de imprensa da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), para habilitar os trabalhadores, somente em 2010, o Senai/AM (Serviço Brasileiro de Aprendizagem Industrial do Amazonas) desenvolveu cursos nas modalidades de aperfeiçoamento profissional, aprendizagem industrial básica e técnica, especialização profissional, habilitação técnica, iniciação profissional e qualificação profissional básica e técnica. A procura foi de mais de 36 mil trabalhadores para a matrícula, dos quais a instituição certificou 30.713. Somente no primeiro trimestre deste ano, o Senai já matriculou 8.011 alunos no Estado. Enquanto, em nível nacional, os setores mais críticos em necessidade de qualificação são o de vestuário, equipamentos de transportes, limpeza e perfumaria e móveis, o Senai tem sido mais buscado para formação profissional para os segmentos industriais de eletroeletrônica e metal-mecânica, bem como pela construção civil.

Papel dos sindicatos

Já no comércio, atualmente, cerca de 80 mil trabalhadores estão em atividade. Para o presidente da ACA (Associação Comercial do Amazonas), Gaetano Antonaccio, os sindicatos não estão cumprindo o papel de qualificação de mão de obra, que também é uma prerrogativa da entidade. “Não é só aparecer na hora que o trabalhador é despedido para fazer a proteção legal. É preciso oferecer cursos e qualificação para que ele não perca o emprego e aprimore o que sabe fazer”, defendeu.
Segundo Antonaccio, o mundo está evoluindo, mas uma realidade nacional vigora, pois mesmo com o próprio empreendedor assumindo a responsabilidade de qualificar seus funcionários, nem assim o trabalhador participa. “A mentalidade precisa mudar, é preciso se qualificar para ter paradigmas, exigir seus direitos e melhorias nas funções dentro da organização do trabalho”, enfatizou.
No Sindicato dos Trabalhadores do Comércio a informação obtida por telefone é de que há um “setor de recisão”, mas não existe um setor responsável pela qualificação do trabalhador sindicalizado. De acordo com o vice-presidente, José Ribamar Vieira do Nascimento, o sindicato dá assistência ao trabalhador com orientação e encaminhamento aos cursos oferecidos pelo Sesc (Serviço Social do Comércio) e Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), que são entidades apoiadas pelo empregador. “São patronais, mas são para o trabalhador. Nosso entendimento é de que precisa haver união de sindicato e empregador no sentido de benefício da melhoria da mão de obra”, afirmou.
Quanto à dificuldade de pessoas qualificadas, o vice-presidente afirma que é uma realidade geral. “A desqualificação é sofrida por todos os segmentos e esta é uma discussão sempre em pauta junto aos empresários”, finalizou.

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