Qualidade de crédito piora no segundo trimestre, aponta Serasa

A qualidade de crédito do consumidor piorou no segundo trimestre deste ano, segundo o Indicador Serasa Experian da Qualidade de Crédito do Consumidor, mas a queda foi pequena.
Em relação ao primeiro trimestre, a queda no índice foi de 0,1% no segundo trimestre deste ano. O indicador avalia numa escala de 0 a 100 a qualidade de crédito do consumidor -quanto maior, melhor a qualidade de crédito, e menor é a probabilidade de inadimplência.
O índice atingiu patamar de 78,9 no segundo trimestre de 2009, frente aos 79,0 pontos do primeiro trimestre. No último trimestre de 2008 o índice fechou em 78,8 pontos, mesmo patamar registrado no trimestre anterior, quando se iniciou o agravamento da crise financeira internacional.
De acordo com a Serasa, a manutenção do patamar indica que “a qualidade de crédito do consumidor passou ilesa ao movimento de turbulência financeira internacional, não demonstrando deterioração a partir do quarto trimestre de 2008”.
Segundo a entidade, “o período de piora da qualidade de crédito do consumidor iniciou-se já em em 2007 devido ao rápido aumento do endividamento das famílias, acompanhado pela posterior elevação da inadimplência, agravado conjunturalmente pelas medidas de aperto monetário, como a elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e da taxa básica de juros”.

Análise Regional

A região Sul registrou a melhor marca, 83,8, seguida pelo Sudeste, com 79,2, ambas as regiões com números acima da média nacional, de 78,9. A região Norte teve a pior qualidade de crédito, marcando 75,2, seguida pela região Centro-Oeste (77,0) e pelo Nordeste (77,5).

Rendimento pssoal Mensal

O segmento de consumidores com faixa de renda com ganhos de até R$ 500 por mês, que possui índice 73,4, apresentam o maior endividamento de risco entre os faixas pesquisadas. Para os consumidores com faixa de renda acima de R$ 10 mil o indicador teve o melhor desempenho, com 94,0, seguida pelo segmento com renda entre R$ 5 mil a 10 mil, com indicador de 92,1.
Em comparação com a média do primeiro semestre de 2008, as quedas foram maoires quanto menores os rendimentos pessoais mensais. Para os consumidores com renda mensal de até R$ 500, a queda foi de 1,0%, para as classes intermediárias – de R$ 500 a R$ 1.000, R$ 1.000 a R$ 2.000 e R$ 2000 a R$ 5.000 – o recuo foi de 0,8%, para quem ganha entre R$ 5.000 e R$ 10.000 a queda foi de 0,4% e no estrato superior, isto é, rendimento mensal acima de R$ 10.000, o recuo foi de apenas 0,1%.
A recuperação da qualidade de crédito do consumidor passa, segunda a Serasa, por uma melhor educação financeira por parte das pessoas físicas, e também pelo “aprimoramento dos instrumentos de avaliação de riscos por parte dos concedentes de crédito”, com medidas como a introdução do Cadastro Positivo.

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