PSDB quer CPIs para apurar denúncias de grampos ilegais

O cúpula tucana também decidiu em reunião pedir à Procuradoria Geral da República a instauração de inquérito para apurar as denúncias, assim como solicitar sessão do Congresso Nacional para que o presidente da Casa, Garibaldi Alves (PMDB-RN), faça um relato das medidas tomadas contra os grampos.
Os tucanos avaliam que, apesar de a Câmara já ter uma CPI que investiga escutas telefônicas ilegais, é necessária a abertura de outras frentes de investigação para apurar especificamente as novas denúncias de grampo.
“A CPI da Câmara tem outro objetivo. Queremos outras comissões para investigar especificamente esse episódio, disse o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).
O PSDB decidiu reunir a Executiva do partido após as denúncias da revista “Veja’, que publicou diálogo telefônico mantido entre o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, e o senador da oposição Demóstenes Torres (DEM-GO) no último dia 15 de julho. Mendes e o senador confirmaram a conversa.
Segundo a “Veja’, a transcrição da conversa foi obtida das mãos de um agente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) -que, por lei, não pode realizar interceptações telefônicas. O grampo, de acordo com a revista, foi feito por agentes secretos em associação a investigadores da Polícia Federal.
A PF nega ter feito escuta sem autorização judicial, mas abriu inquérito para apurar o caso. Dias disse que os tucanos temem a “banalização’ do episódio, com fracas reações do governo federal contra os grampos ilegais. “Não temos dúvidas da gravidade dos fatos. O governo tenta transferir responsabilidade e banaliza o episódio.

Varredura na Esplanada

O diretor-geral da PF (Polícia Federal), Luiz Fer-nando Corrêa, admitiu a possibilidade de realizar uma varredura na Esplanada para investigar a instalação de grampos contra autoridades dos três Poderes. “Se os delegados entenderem que precisam de alguma perícia aqui, através destes canais institucionais que estabelecemos agilidade hoje, serão acionados para atender essa demanda’’, afirmou ele ao ser questionado sobre uma varredura na Esplanada.
Corrêa se reuniu na quarta-feira com os presidentes da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), para apresentar os delegados que vão investigar as denúncias de grampos ilegais.
Corrêa afirmou que a polícia legislativa do Congresso tem capacidade para investigar a existência de escutas clandestinas nas Casas, mas disse que as varreduras em busca de grampos são práticas mais preventivas do que de investigação.
“Varreduras são medidas preventivas, não necessariamente um método de investigação. Tem capacidade técnica instalada aqui nas instituições de segurança, pode ser feito por eles no sentido de preservar o ambiente’’, afirmou Correa.
O diretor afirmou que a PF vai “respeitar’’ a polícia legislativa nas investigações, num claro sinal de que agentes vão pedir autorização aos presidentes das duas Casas caso queiram apurar a existência de grampos no Congresso.

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