PSD terá candidatos em todo o Estado

Preparando-se para disputar sua primeira eleição, o PSD (Partido Social Democrático), busca alianças com partidos das bases do governo na capital e no interior do Estado. De acordo com o secretário-geral do partido no Amazonas, Paulo Radin, a meta do PSD é lançar candidatos a prefeito em todos os municípios do Estado.
Ele ressalta que os indicados podem não ser, necessariamente, filiados à sigla. Serão avaliadas possíveis candidaturas dentro das bases governistas: “Na localidade onde um nome indicado por um dos partidos de nosso arco de alianças tiver chances de ser eleito nós iremos apoiá-lo”, explicou. Radin, no entanto, preferiu não antecipar nomes, visto que o partido ainda está no período de definições. Segundo o secretário-geral, os nomes indicados pelo PSD, tanto os do próprio partido como as possíveis alianças, só serão oficializados após a realização das prévias, que devem acontecer somente no fim de junho.
Com relação à bancada de vereadores para Manaus, o presidente da CMM, vereador Isaac Tayah, afirma que o partido ainda não definiu as estratégias para as próximas eleições. Ainda segundo o vereador, essas definições só deverão ocorrer a partir de junho, quando começam as convenções.

Fundo Partidário

O principal problema enfrentado pelo PSD nessas eleições seria a restrição imposta pelo Fundo Partidário e tempo reduzido no horário eleitoral. Criado em 2010 pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o partido recebeu seu registro definitivo em setembro do ano passado. Por não ter disputado as últimas eleições, a sigla tem direito à parcela mínima do Fundo no valor de R$ 18,5 mil mensais. Este repasse calculado de acordo com a quantidade de deputados federais eleitos por partido. Contudo, o PSD aguarda decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) à solicitação de uma quantia de R$ 1,6 milhão no Fundo e maior tempo no programa eleitoral, com base nos mais de 370 mil votos que os deputados federais do partido receberam em 2010 por outras siglas. Fazem parte da bancada federal do partido os deputados Carlos Souza (eleito com 112.393 votos pelo PP), Átila Lins (131.429 votos pelo PMDB) e Silas Câmara (127.134 pelo PSC).
Paulo Radin, apesar de considerar o processo como “um jogo de forças políticas e jurídicas bastante complexas”, encara com otimismo a batalha judicial e disse acreditar em uma maior participação do PSD no Fundo. A expressão utilizada por ele se refere à luta de partidos como PMDB, PSDB, DEM, PP, PR, PTB, PPS e PMN, que perderam grande parte de seus filiados que migraram ao PSD, contra esse maior repasse ao partido recém-criado. Alguns deles já enviaram ao TSE memoriais contrários à redistribuição do Fundo Partidário e do espaço para propagandas, atitude que Radin classificou como incoerente: “Esses partidos querem ter a mesma fatia no Fundo sem ter representatividade federal. O que eles procuram, na verdade, é a manutenção da participação no Fundo”, declarou.

Bancada

No Amazonas, além do governador do Estado e dos três deputados federais, o PSD conta em seus quadros com os presidentes da Assembleia Legislativa, deputado Ricardo Nicolau, e da Câmara Municipal de Manaus, vereador Isaac Tayah.
Também são membros do partido os deputados estaduais Josué Neto, David Almeida, Chico Preto e Fausto Souza; os vereadores Francisco Gomes, Glória Carrate, Leonel Feitoza e Luis Mitoso; e os prefeitos de Barreirinha, Mecias Batista; de Carauari, Francisco Costa,de Nhamundá, Mario Paulain, e de Novo Airão, Leosvaldo Roque Migues, dentre outros.

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