9 de maio de 2021

Cada país carrega em si todo um arcabouço de riquezas, singularidades culturais, sociais e antropológicas que compõem o DNA dessa paragem. Os idiomas, em geral, estão atrelados e embricados a essas características, sofrendo influências definitivas, marcantes e importantíssimas que irão compor a estrutura linguística. Nesse aspecto observamos a existência dos provérbios e ditos/ditados populares que, mais adiante, entenderemos do que, ao certo, se trata, e qual a diferença entre um e outro. 

PROVÉRBIOS X DITOS/DITADOS POPULARES

Provérbios são poéticos e podem ser traduzidos em diversos idiomas, por isso são expressados em diferentes países. Quando um provérbio começa a ser muito repetido passa a ser considerado um “dito ou ditado popular”. Os ditados podem ou não conter expressões regionais.

DEVAGAR SE VAI AO LONGE

Alguns provérbios conhecidos em solo brasileiro também têm equivalentes em outras pátrias. Isso ocorre com o provérbio “devagar se vai ao longe” que, em italiano, agrega algo muito valioso: “piano, piano se va lontano e si arriva sano”, que significa “devagar se vai ao longe e se chega com saúde”. Na terra dos meus avós a saúde está presente nesse provérbio e, ambos, dizem respeito à prudência, à calma, à parcimônia nos meandros da vida, na trajetória a ser trilhada. No entanto, vejam, ambos os provérbios sugerem atitude, cuja força motriz é a paz, mas não a pasmaceira a vagareza no agir. Em seguida, analisarei dois ditos ou ditados populares. 

DEUS AJUDA QUEM CEDO MADRUGA

Diz o adágio popular que terá prosperidade e bons augúrios aquele que cedo estiver de pé, a postos, para desempenhar os afazeres do dia. Se isso é verdade ou não, cá está um dito ou ditado popular seguido e defendido por muitos. Observem que é preciso ter bom senso e maleabilidade, separando sempre o joio do trigo e não sendo inflexível nem mesmo diante de uma prosaica máxima comum a um círculo de pessoas. Acreditar piamente é incorrer, algumas vezes, em equívoco e posicionar-se de forma dogmática e mecanizada.

NÃO CONFUNDA “GENTILEZA” COM “GENTE LESA”

Esse ditado popular contém um traço regional, principalmente do norte do nosso Brasil de dimensões continentais, qual seja, “lesa”. Define-se por “leso/lesa” pessoa boba, tola, parva, idiota. Sendo assim, não confunda bondade; altruísmo; cordialidade; empatia; amabilidade; gesto nobre, com gente lesa, ingênua, insipiente, que aceita ser enganada, lesada. Fica a dica.

Foto/Destaque: Divulgação

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