Protestos marcam nova mudança na Taxa Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, subiu a taxa básica de juros (a Selic) para 7,5% ao ano (estava em 7,25%). É a primeira vez que os juros sobem desde agosto de 2011. A decisão não foi unânime.
Com isso, a “nova” poupança passa a render mais: agora serão 5,25% ao ano (antes estava em 5,08%). Pela nova regra, adotada ano passado, o rendimento da poupança varia conforme a Selic. Pelo menos cinco centrais sindicais fizeram na manhã de ontem um protesto em frente ao edifício do Banco Central, localizado na avenida Paulista, contra uma possível elevação da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 7,25% ao ano. Membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) estão reunidos em Brasília e vão anunciar a decisão sobre os juros na noite de hoje.
Os representantes dos sindicatos defendem que a manutenção da política de redução dos juros vai trazer benefícios aos trabalhadores. “Nós temos a experiência de que taxa de juros muito alta gera desemprego e recessão econômica. Neste momento, querer aumentá-la significa recessão, diminuição de salários e desemprego no nosso país”, disse João Carlos Gonçalves Juruma, secretário-geral da Força Sindical.
A taxa Selic começou a cair em agosto do ano passado, quando foi de 12,5% para 12% ao ano, e manteve a trajetória de queda até outubro de 2012, quando passou de 7,5% para 7,25% ao ano. A política do governo foi apoiada pela União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Central Única dos Trabalhadores (CUT), além da Força Sindical, que participaram do protesto de hoje.
Para Canindé Pegado, secretário-geral da UGT, a elevação dos juros pelo Copom iria priorizar apenas o controle da inflação no país. “Juros altos significam redução de demanda do consumo e encarecimentos dos preços, efeitos nocivos ao mercado de trabalho”, avalia.
Ele acredita que a prioridade do governo deve ser o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). “Queremos que o Copom hoje, em vez de antender ao conceito monetarista de controlar a inflação através de juros altos, baixe a taxa de juros, para aumentar o consumo “, disse.

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