Prorrogação de incentivos para o PIM deve ser decidida hoje

O pleito da empresas de termoplástico, embalagens e duas rodas que pedem nova prorrogação dos incentivos fiscais, até 30 de junho, ficou para ser apreciado pelo governador Omar Aziz hoje. Os dirigentes desses setores bem que tentaram fechar o novo acordo com o ex-governador Eduardo Braga, que deixou o governo na noite de quinta-feira, 1º, para concorrer a uma vaga no Senado.
O secretário de Fazenda, Isper Abrahim, que levou o assunto a Omar Aziz na sexta-feira –primeiro dia de trabalho como governador, disse que o mesmo pediu para ver o estudo apresentando pelos empresários dos três segmentos hoje, quando, após analisá-lo, deverá dar um posicionamento se prorroga o benefício que é a isenção do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre a energia elétrica.
Segundo Abrahim, Aziz se mostrou sensível com relação à indústria de duas rodas do PIM, uma das mais prejudicadas no ano passado com a crise, por isso acredita numa possível ampliação do prazo do benefício, que reduz o imposto que incide sobre a conta de energia.
O Simplast (Sindicato das Indústrias de Materiais Plásticos de Manaus) aposta na decisão governamental, haja vista que os 25% do ICMS significam um valor alto, o que dá para cobrir outras despesas das empresas com os trabalhadores. “A maioria das empresas paga entre R$ 100 mil e R$ 1 milhão de energia por mês, o que é um gasto alto”, garantiu o presidente da entidade, Carlos Monteiro.

Negociação apertada

A possibilidade de prorrogação dos benefícios fiscais começou a ser costurada na segunda quinzena de março, especificamente no sábado, 27, quando os representantes dos setores de motocicletas se reuniram para tratar do assunto. Na terça-feira, 30, foi a vez dos termoplásticos e de embalagens se reuniram com o secretário de Fazenda, pleiteando a possibilidade de ampliar o prazo para até 30 de junho. “As empresas desses setores consideraram fundamental a permanência do incentivo por mais três meses para se fortalecerem do abalo sofrido pela crise internacional”, comentou.
Carlos Monteiro lembrou que apesar da produção já estar aquecida, muitas empresas ainda têm um passivo muito alto a pagar, decorrente do desarranjo econômico. “Por este motivo, a postergação do incentivo vai ser fundamental para quitar essas dívidas”, justificou.

Setor está em recuperação, avisa Abraciclo

O Simplast representa as empresas fabricantes de partes e peças para os segmentos eletroeletrônico e de duas rodas. O setor responde atualmente por 9.100 empregos diretos mas a intenção é chegar a 9.500 postos de trabalho até o fim do ano, o que representa 400 empregos a mais.
Monteiro informou que o segmento de duas rodas ainda não conseguiu recuperar as perdas de vendas obtidas com a crise que despencou 45% no ano passado, de 2,5 milhão de motocicletas (2008) para 1,4 milhão (2009). “A previsão dos fabricantes para 2010 é fabricar no mesmo patamar do ano passado”, disse, ressaltando que o consumidor ainda está tendo dificuldades em obter crédito para financiar motocicletas. “O crédito na ponta ainda está difícil por contas das exigências bancárias”, completou.
Recentemente, o presidente da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), Paulo Takeuchi, avaliou que a prorrogação dos incentivos é de grande importância para o setor porque os dados de recuperação do setor ainda estão distante do período antes da crise.

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