Propostas inovadoras fecham 2013

A última Reunião Ordinária do Fórum Estadual de Gestores de Instituições de Ensino e Pesquisa, de 2013, foi marcada por uma pauta extensa. Entre os principais assuntos, a apresentação de alternativa para levar internet a áreas distantes dos grandes centros e a atualização da Rede de Biotérios do Amazonas.
A mesa de abertura foi composta pelo titular da Secti-AM (Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação), Odenildo Sena, acompanhado da diretora-presidente da Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado Amazonas), Maria Olívia Simão; do diretor geral da Faculdade La Salle, Alvimar D’Agostini; do vice-reitor da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), Hedinaldo Narciso Lima e do deputado estadual, José Ricardo Weddling.
Logo na abertura, foi apresentado o resultado de uma pesquisa sobre a área de engenharia no Amazonas. O estudo realizado pelo Departamento de Relações Interinstitucionais e Indicadores de C&T, da Secti-AM, apontou que 19,8% dos engenheiros recebem remuneração superior a 20 salários mínimos e 80,9% ganham acima de sete salários, o que equivale aproximadamente a R$ 13 mil e R$ 4 mil, respectivamente.
Segundo Moisés Coelho, chefe do departamento, as principais áreas da Engenharia no Estado são civil, elétrica e produção. Nessas, a remuneração média está entre sete e 15 salários mínimos.
Outro destaque da Secti-AM, desta vez apresentado por Sena, foi a primeira edição dos Cadernos de CT&I. O exemplar, também elaborado pelo DIN, traz as informações sobre a caracterização das incubadoras no Amazonas.
“A pesquisa apresentada nos Cadernos de CT&I representa uma novidade por ser um levantamento inédito no Estado. Traz informações como o faturamento das incubadoras, linhas de ação, mercado, empregos, produtos inovadores, etc. É uma ferramenta importantíssima para os gestores de ensino, pesquisa e inovação”, explicou o secretário.

REDE DE BIOTÉRIOS DO AMAZONAS

Como resultado de encaminhamento proposto no Fórum de Gestores realizado em abril deste ano, foi apresentada pelo pesquisador do Inpa/MCTI (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), Wanderli Tadei, a atualização dos dados com as indicações de financiamento, estruturas, equipamentos, manutenção, logística e cooperação da Rede de Biotérios do Amazonas.
A Rede é uma alternativa para fortalecer e ampliar a atuação dos biotérios. De acordo com Tadei, no Estado somente o biotério do Inpa estaria apto, cumprindo as diretrizes do Concea (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal). E para mudar esse cenário seria necessária a construção ou adaptação de outros 24 laboratórios, totalizando um investimento de aproximadamente R$ 7 milhões.
A ação ainda terá desdobramentos e poderá contar com o apoio da Fapeam. “A iniciativa é uma necessidade que deve ser adequada à legislação vigente, de acordo com padrões exigidos pelos órgãos competentes. Vamos trabalhar para a construção de um acordo de cooperação”, disse.

AEROSTÁTICO

O Tenente Coronel Marcelo Nogueira de Souza, do CMA (Comando Militar da Amazônia), reforçou o acordo de cooperação que prevê o apoio do Exército Brasileiro na infraestrutura para a realização de pesquisas no Estado, e o interesse em tecnologias para conexões de internet.
Na oportunidade, ele compartilhou a apresentação da empresa Altave, que cria soluções para o setor aeroespacial através do desenvolvimento de veículos mais-leves-que-o-ar, com ênfase na geração de produtos e serviços inovadores, envolvendo múltiplas aplicações, em especial em radiocomunicações.
De acordo com Leonardo Nogueira, sócio-diretor da empresa, o Amazonas receberá em 2014 um projeto que pretende levar internet aos lugares mais distantes com o uso de aeróstatos cativos, por meio de balões. A tecnologia deve ser testada inicialmente nos municípios de Barcelos e Manaus.
A proposta da Altave, uma startup formada há dois anos por dois engenheiros do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), é levar conexão a áreas distantes dos grandes centros, a um custo baixo, de fácil instalação e que tenha uma área de alcance maior do que de uma torre de transmissão.
O uso dessa tecnologia já está sendo testada no sudeste do Brasil e tem sido vista com bons olhos pelas instituições de comunicações e de CT&I do país.

FITOS

Encerrando a programação do Fórum, a pesquisadora do NGBS (Núcleo de Gestão em Biodiversidade e Saúde) da Fiocruz, Fabiana Souza, apresentou uma palestra sobre o funcionamento das redes de fitoterápicos, que têm o objetivo de articular com diversos segmentos a formação de parcerias no campo da biodiversidade brasileira, de acordo com os biomas: Amazônia, Cerrado, Caatinga, Pantanal, Mata atlântica e Pampa.
Souza também falou sobre a importância de parcerias para garantir o acesso seguro e uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos no país.

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