Proposta de 20,3% do Mapa está abaixo do projetado pelos fiscais

A proposta de reajuste de 20,3% no salário dos fiscais federais agropecuários, feita na quinta-feira pelo Ministério da Agricultura, deve ocasionar um novo direcionamento ao movimento grevista da categoria iniciado em junho último.
A partir desse reajuste, o governo federal propõe equiparar os vencimentos desses profissionais aos dos fiscais sanitários da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
O vice-presidente da Afama (Associação dos Fiscais Federais Agropecuários do Amazonas), Rodrigo Cerpa Leite, disse que a proposta do ministro está aquém das reivindicações dos fiscais, mas não descartou a possibilidade dos profissionais aceitarem esse aumento.
“Vamos aguardar a decisão da categoria, que será realizada em assembléia nacional, para decidirmos se continuamos ou não em estado de greve”, disse, destacando que a assembléia deve ocorrer até a próxima semana.

Movimento suspenso

Os fiscais federais agropecuários suspenderam o movimento grevista no início deste mês a pedido do Ministério da Agricultura, que pediu um prazo para iniciar o processo de negociação com a categoria. Sendo assim, eles decidiram retomar às atividades, suspendendo a greve até o próximo dia 23.
A primeira proposta de reajuste do governo federal foi de 12% nos próximos três anos, dividida em três parcelas anuais de 4%, sendo refutada pelos fiscais no inicio do mês. “Consideramos que não teríamos aumento real, mas apenas um ajuste inflacionário, por isso não aceitamos essa proposta”, informou Leite.

Parcelas divididas

A promessa de reajuste de 20,3% do Ministério da Agricultura à categoria, feita nesta quinta-feira, também dividi-se em três parcelas anuais, que é de 6,76% por ano. O governo federal também se comprometeu a criar um grupo de trabalho no próximo mês de novembro para revisar a carreira dos fiscais federais agropecuários.

Reivindicações incluem100% de gratificações

Os grevistas federais agropecuários têm uma pauta diversificada de reivindicações, que inclui a reestruturação da carreira, aumento de 100% nas gratificações, criação de uma escola de fiscalização agropecuária, concessão das gratificações para pensionistas e aposentados e aumento do salário inicial de R$ 3.100 para R$ 4.200.
Apesar das dificuldades, o representante da Associação dos Fiscais Federais Agropecuários do Amazonas), Rodrigo Cerpa Leite, disse que a proposta do ministro está aquém das reivindicaç considerou que houve um significativo ganho para a categoria neste ano, com o aumento no número de profissionais ocorrida em maio, quando havia apenas 26 fiscais agropecuários no Amazonas, número insuficiente para atender a demanda do Estado. “Hoje são mais de 50 profissionais, o que está sendo suficiente para executar nossos trabalhos”, destacou o sindicalista.
Os fiscais agropecuários realizam tarefas de inspeção/defesa animal e vegetal e fiscalização de insumos agropecuários.

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