Projeto de iniciação científica aponta melhor adubo para hortaliças

A estudante do ensino médio, Caroline Pinto, 16, pode dizer que está colhendo o que plantou. Moradora do município de Rio Preto da Eva, localizado a 79km de Manaus, e aluna da rede pública de ensino, constatou por meio de uma pesquisa que a combinação do esterco de galhinha, carvão, serragem e folha de ingá constitui o melhor e mais produtivo adubo orgânico para o plantio de uma horta de legumes e verduras regionais.
A experiência de Caroline e de mais quatro estudantes da Escola Estadual Rio Preto da Eva, todos bolsistas de iniciação científica do PCE (Programa Ciência na Escola), durou seis meses, no âmbito do projeto “Horta Escolar: produzindo alimentos saudáveis”.

Contato permanente

Apesar de o cronograma do projeto ter sido encerrado, o contato com o universo científico permanece inclusive na vida doméstica e comunitária. “Agora sei como desenvolver uma horta orgânica e levo isso para a comunidade local”, afirmou, referindo-se às atividades dos bolsistas do projeto que ajudam famílias a fazer seus próprios canteiros e a distribuir mudas produzidas.
O professor e coordenador do projeto, Kit Pedrosa, explicou que os alunos foram preparados para desenvolverem hortas tanto em ambientes “a céu aberto” quanto em ambientes protegidos. “Eles aprenderam a cultivar leguminosas e verduras em um viveiro de 21 metros de comprimento por 1 m de largura, desenvolvendo técnicas de plantio com covas e canteiro de forma orgânica, sem agrotóxicos”, revelou.

Mudas são distribuídas

A produção de hortaliças é destinada para enriquecer a merenda escolar e as mudas produzidas são distribuídas para as famílias interessadas em cultivar uma horta em casa. Um dos pontos altos dessa iniciativa é o envolvimento de pais e comunitários no desenvolvimento do plantio, visto que esse trabalho é fruto de um projeto denominado “Escola verde: educação com os pés na terra”, que foi financiado pela Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas), no ano de 2006.
O professor Pedrosa disse que o resultado foi tão bom que a escola pretende dar continuidade nessas pesquisas voltadas para a educação ambiental e agricultura familiar, inclusive já teve dois projetos nesse sentido aprovados para a edição atual do PCE, financiado pela Fapeam com apoio da Seduc (Secretaria Estadual de Educação) e da Semed (Secretaria Municipal de Educação).
No período da pesquisa, realizada no ano passado, foram observados sete tipos de adubos orgânicos compostos pelos seguintes materiais: esterco de gado, de galinha, de carneiro, folha de ingá, pó de serragem, carvão e cinza. “Os alunos perceberam as diferenças entre eles na prática e concluíram pela experiência qual foi o mais produtivo”, explicou Pedrosa.
Para a outra aluna do projeto, Luana Brito, 13, o conhecimento foi bastante gratificante. “Contribuiu muito para elevar meu interesse pela pesquisa e mostrou caminhos para eu seguir no futuro”, disse.

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