17 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Projeto “Amazonas de todas as artes”

Espetáculo de dança é um dos destaques da programação, que conta ainda com teatro, cinema e música

As transformações pelas quais as mulheres passam ao longo de suas vidas, nos planos espiritual, sexual e físico, serviram de inspiração para a coreógrafa e diretora artística da Índios.com Cia. de Dança, Yara Costa, criar “Rito de Passagem”, que recebeu o prêmio Klauss Vianna de Dança 2007 do Ministério da Cultura (MinC), por meio da Fundação Nacional de Arte (Funarte) e patrocínio da Petrobras, e que estreou em abril de 2008, no Sesc de Manaus.
Montagem fará parte da programação do projeto “Amazonas de Todas as Artes” do Governo do Amazonas, sob a coordenação da Secretaria de Estado de Cultura (SEC). Apresentação será realizada hoje, terça-feira (10), às 21h, no Teatro Amazonas (Largo de São Sebastião, s/nº, Centro, zona sul), com entrada gratuita.
Trata-se de um solo de 40 minutos de duração, que será executado pela própria criadora do espetáculo. Linguagem da dança aérea é a base de toda a investigação do movimento. Essa modalidade de dança contemporânea foi introduzida de forma sistemática no Amazonas por Yara, que utiliza elementos das técnicas verticais oriundas do esporte radical (rapel e tirolesa) e da arte circense (tecidos). O amálgama de técnicas inclui ainda recursos tecnológicos: a utilização de vídeo-dança e imagens projetadas por meio de data-show e retroprojetor.

Universo feminino
A intérprete-criadora define “Rito de Passagem” como uma homenagem às mulheres em geral, embora o espetáculo tenha surgido a partir do seu interesse pelas danças Baniwa, que foram o objeto de pesquisa de campo do seu mestrado em Performance Artística-Dança, na Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa, em Portugal.
“O ‘Rito’ surgiu das minhas vivências com comunidades Baniwa em São Gabriel da Cachoeira e dialoga com a temática regional, retratando especificamente as mulheres indígenas e ribeirinhas do Amazonas, e, simultaneamente, tomando-as como um reflexo de diferentes contextos do universo feminino. A coreografia faz referência à mulher indígena, mas também a todas as outras mulheres. Fiquei admirada com a postura de respeito das mulheres com relação à comunidade onde vivem”, explica Yara, que atuará sozinha no palco enquanto lança mão de técnicas de dança aérea e esportes como rapel e escalada.

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