Programa viabiliza produção de instrumentos musicais no Estado

Começou na última segunda feira, 6, e acontece até o dia 30 de abril na sede do Sesc (Serviço Social do Comércio), localizada na Rua Henrique Martins, no centro de Manaus, a exposição de instrumentos musicais (violão, contrabaixo, baixolão e cavaquinho)

Começou na última segunda feira, 6, e acontece até o dia 30 de abril na sede do Sesc (Serviço Social do Comércio), localizada na Rua Henrique Martins, no centro de Manaus, a exposição de instrumentos musicais (violão, contrabaixo, baixolão e cavaquinho), produzidos a partir de madeiras certificadas da Amazônia, apresentados como parte dos resultados do projeto “Artefatos com Madeiras Certificada da Amazônia – Empreendedorismo e comercialização”, por meio do Pappe (Programa Amazonas de Apoio à Pesquisa em Micro e Pequenas Empresas) com recursos da Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa da Amazônia) e Finep (Agência Financiadora de Projetos.
Ao todo, são cerca de 20 instrumentos, sendo a maioria acabados (pronto para utilização) e alguns que mostram o processo produtivo das peças, assim como as respectivas madeiras utilizadas.
A identificação e aplicação de novas espécies de madeiras da região, como o louro preto, uma das espécies que demonstrou grande aplicabilidade na lutheria (fabricação de instrumentos musicais), foi a que mais chamou atenção do responsável pelo trabalho, o empresário e luthier Edson da Silva Ribeiro.
A identificação e os estudos sobre as características das cinco espécies trabalhadas no projeto contaram com a ajuda e parceria da pesquisadora da área de silvicultura do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) Dra. Claudete Catanhede do Nascimento. A partir dos resultados obtidos, ela e o luthier vão lançar no último dia da exposição (30 de abril) um catálogo que descreve as espécies pesquisadas e a aplicabilidade para a construção de cada parte de diversos instrumentos.
“Nosso maior desafio é mostrar a sociedade que existem outras espécies tão boas quanto as tradicionais para a fabricação de instrumentos. Com isso pretendemos abrir o leque de possibilidades, fazendo com que algumas espécies deixem de sofrer pressão por serem as únicas conhecidas e utilizadas pelas fabricas”, garantiu a pesquisadora.
Claudete aponta que a inserção de novas espécies regionais para a lutheria pode ser considerada o ganho mais significativo do projeto. “Todos os resultados vão estar disponíveis no catálogo que conterá o nome das madeiras, especificações, características e o passo-a-passo para a produção de instrumentos musicais, sendo que todas as informações poderão ser utilizadas por outras empresas. Este é um dos primeiros trabalhos práticos de transferência de tecnologias da madeira dos laboratórios para as empresas”, explicou.

Projeto aumenta produção

Atendendo ao objetivo do programa, a partir das pesquisas e da inovação tecnológica empregada, o projeto conseguiu fazer com que a produção de instrumentos na empresa Puro Amazonas passasse de duas peças para 10 peças confeccionadas a cada mês, o que tornou a empresa mais competitiva e conhecida no mercado local e nacional. Pequenos objetos decorativos e caixas que utilizam resíduos de madeira com a técnica da marchetaria também fazem parte do leque de produtos trabalhados com as madeiras estudadas.
 Segundo Edson, a otimização do processo produtivo aliado à manutenção da qualidade e resultado final dos instrumentos foram os grandes desafios do projeto. “Hoje, podemos afirmar, com toda certeza, que a Puro Amazonas é uma empresa genuinamente amazonense que se utiliza de madeiras e derivados para a produção de artefatos de madeiras e instrumentos musicais a partir de fundamentos de tecnologia, da lutheria e da marchetaria clássica para desenvolver novas criações”, ressaltou o empresário destacando, ainda, que a diversidade de madeiras da Amazônia, certificadas ou de áreas de manejo, empregadas nas linhas de produção incorpora aos produtos uma identidade regional.
Edson faz questão de esclarecer também que a intenção do projeto não é substituir as espécies tradicionais, mas disponibilizar novas alternativas para o mercado.

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