Programa da CNI e do Sebrae favorece pequenas indústrias no Amazonas

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) e o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresa) juntaram forças, pelo quinto ano consecutivo, para ajudar as micro e pequenas indústrias a solucionarem desafios inerentes a seus ramos de negócios, além de inovarem na produção e na gestão de empresas.

No âmbito nacional, são 48 projetos que atendem 900 empresas, distribuídas em 12 segmentos industriais – como cerâmica, gráfico, alimentos e bebidas, têxtil, panificação e madeira e móveis – e 16 Estados brasileiros. Para isso, serão aportados R$ 6,3 milhões no Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias (Procompi).

Os projetos estão na fase de cadastro de interessados e serão executados pelas federações estaduais de indústrias e núcleos regionais do Sebrae e cada ação reúne entre 15 e 20 empresas. Não há, até o momento, informações sobre iniciativas em aberto no Amazonas. Mas, duas delas, iniciadas no ano passado, merecem destaque.

Uma delas é a “Implementação do Sistema de Gestão da Qualidade nas Pequenas e Micro Indústrias de Alimentação e Panificação de Manaus/AM”, conforme dados disponíveis na área reservada ao Procompi, do site do Portal da Indústria. Com R$ 300 mil injetados, a iniciativa atendeu 15 empresas na região. As atividades – que incluíam oficinas e palestras – foram encerradas na virada do ano.

O objetivo era fortalecer as pequenas e micro padarias, por meio da Implantação do Sistema de Gestão da Qualidade, conforme a NBR ISO 9001, sistematizando processos técnicos e administrativos, e conferindo mais organização, produtividade, credibilidade e competitividade no mercado. Com isso, esperava-se incrementar a lucratividade e a produtividade das empresas participantes em 10% e 15%, respectivamente.

“Estamos na fase de encerramento e prestação de contas. O projeto era para melhoria e padronização de processos para o pão produzido pela panificadoras participantes. Acreditamos que atendeu as expectativas”, comentou a coordenadora do Dampi (Departamento de Assistência à Média e Pequena Indústria) da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas) e gestora do projeto, Maria Salete Braga da Costa Amoeddo.

Segundo a dirigente, o Amazonas já tem tradição de participar do Procompi, desde sua primeira edição, por meio de segmentos industrias diversos, a exemplo da indústria gráfica e de vestuário. Mas, esta foi a primeira vez em que o segmento de panificação foi contemplado no programa.

Vestuário e acessórios

Outro projeto no âmbito do Procompi em operação no Amazonas é a Capacitação técnica para indústria do vestuário e acessórios em Manaus. Com atividades iniciadas em agosto de 2018, pelo Sebrae, ganhou reforço da Fieam, pouco tempo depois.

A ideia, conforme dados do Procompi no Portal da Indústria, é qualificar empreendedores individuais, empresários e colaboradores das pequenas e micro indústrias de confecções, por meio de capacitações técnicas que colaborem com a elevação da qualidade de seus processos e produtos.

A meta inclui aumentar o volume de negócios (+15%) e a produtividade das empresas (+15%), além de obter 75% dos participantes com produtos, serviços ou processos novos ou aperfeiçoados, até o final do projeto.

De acordo com a gestora do projeto, pelo Sebrae-AM, Vanusa Reis das Chagas Abinader, o diferencial da iniciativa é gerar “impulsionamento” de novos modelos de negócios e desenvolvimento de novas coleções para as pequenas empresas de confecções locais, por meio de parceria com grandes marcas.

“Recebemos a visita de dois consultores de empresas de moda do Rio de Janeiro e o resultado foi fantástico. Em apenas duas oficinas, conseguimos emplacar três marcas do Amazonas para a edição do ano passado do São Paulo Fashion Week”, comemorou.

A gestora de projetos do Sebrae, lembra que a instituição já tem uma tradição de 30 anos no trabalho com empresas de moda, e que o sucesso no segmento não é proporcional ao volume de investimento. “O sucesso não depende de capital, mas da criatividade, que vem da inovação e do design do produto”, finalizou.

 

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