Profissional de relacionamento

O vendedor tornou-se, com o passar do tempo e as experiências de mercado adquiridas, um paradoxo conceitual intrigante para qualquer profissional de gestão e estudiosos da área. Identificamos um mix enorme de motivos que diferenciam profissionais ligados ao desempenho comercial das empresas, sem ter a mínima idéia de como classificar estes profissionais. Quais motivos levam um profissional a ser contratado sem a devida qualificação para o cargo que irá ocupar, na esfera de atendimento aos clientes? O que faz as empresas apelarem a estas contratações? Como fazer para que profissionais, da área comercial, encontrem sua direção na profissão que escolheram? Admitir que o talento para vender é algo inato ao ser humano, seria condenar todos os outros profissionais à condição de incapazes de se relacionar. Então, não podemos aprender a atender ?
As respostas a estas perguntas nos levariam, invariavelmente, à solução de quase todos os problemas da área de vendas e atendimento, nas organizações. Caso isto não acontecesse, necessitaríamos estabelecer políticas novas que permitissem a adaptação sistemática de nossas organizações aos postulados do “profissional de relacionamento”.
Notamos, ao navegar diariamente nos campos do atendimento comercial de nossa cidade de Manaus, que o despreparo dos profissionais de atendimento ao público, como nas demais áreas das empresas, parte de duas vertentes bem distintas. A primeira trata-se da avidez por resultados positivos que as empresas têm e que, em muitos casos, leva ao fracasso localizado, dentro de estratégias sem o mínimo apoio ao profissional. Como resultado o vendedor, ou o profissional contratado, em curto prazo, não consegue os objetivos almejados por seus patrões. Infelizmente, nestes casos, apesar de previsível, há muito pouco a ser feito para mudar o quadro, a não ser que possamos modificar a cultura empresarial da organização. A segunda é registrada na pouca experiência, ou ausência completa, de conscientização efetiva para o trabalho comercial, ou a ser desenvolvido plo profissional.
Esta variável sofre influência direta da vontade do profissional em adequar suas necessidades aos objetivos da organização. Não existem conselhos para a melhoria profissional de ninguém, mas se nos atrevêssemos a determinar um caminho a ser seguido para melhorar o desempenho na área de atendimento, o faríamos pela consciência da fragilidade profissional que cada um. Você já parou para pensar onde encontram-se as suas maiores fraquezas?

Já imaginamos ter defeitos que interferem em nosso rendimento, nos mais diversos campos de nossas vidas? Sempre que nos deparamos com erros e disfunções de nossos conceitos, camuflamos atos e desculpamos pensamentos com variáveis externas que, em muitos casos, nem passam perto de nossas decisões.
Somos seres imperfeitos, e jamais conseguiremos evoluir sem o esforço do aprendizado. Aliás, o fazemos desde pequenos, não e? Quando crianças guardamos impressões em forma de aprendizados que refletem 10, 15 ou até 20 anos depois de nosso contato com a experiência. Vivemos num ambiente de impressões onde a compreensão do mundo passa por nossa própria descoberta.
Não só os vendedores, mas qualquer profissional que entra em contato com esta identidade mutável de acordo com o aprendizado cíclico, transforma-se em um “profissional de relacionamento” que exerce um papel peculiar no crescimento das empresas. Este profissional pode ser qualquer um, desde que esteja consciente de suas fraquezas e lute para superá-las. Ainda que não queiramos admitir, nossos resultados denunciam nossa falta de flexibilidade na gestão de nosso maior negócio: nosso comportamento. Ele define nossos resultados, afinal “comportamento gera comportamento”.
Cremos não haver treinamento eficaz, quando não temos consciências eficientes na mudança comportamental para melhor no campo profissional e pessoal.
A luta contínua de tantos pensadores em gestão empresarial e comportamentos humanos, to

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