18 de maio de 2021

Professores podem ser vacinados em março, diz Pazuello

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que os professores devem ser incluídos no grupo prioritário na campanha nacional de vacinação contra a Covid-19 a partir de março, no Amazonas. O anúncio aconteceu durante uma reunião virtual com integrantes da FNP (Frente Nacional dos Prefeitos).

Os professores da rede pública do Amazonas reivindicam a vacinação em massa tanto da categoria como dos mais de 500 mil alunos como condição indispensável para a retomada das aulas presenciais no Estado.

Segundo o ministro, um lote de vacinas chegará a Manaus na próxima terça-feira (23). Ele revelou que fará uma adaptação no programa de imunizações para vacinar os profissionais da área de educação.

“Vamos atender os professores o mais rápido possível, muito provavelmente em março”, destacou Eduardo Pazuello durante o encontro online que aconteceu na sexta-feira (19) com os prefeitos das capitais.

O ministro informou, porém, que o assunto ainda está em análise e depende de uma série de fatores que precisam ser coordenados, como o cronograma de recebimento das vacinas distribuídas em todo o país.

De acordo com o ministro, o objetivo é começar a vacinar 4,7 milhões de brasileiros entre o fim de fevereiro e início de março. São 2 milhões de doses da vacina de Oxford e 2,7 milhões da CoronaVac que serão utilizadas durante a campanha nessa nova fase de imunizações no Brasil.

Durante a live, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), ressaltou a importância da prioridade de imunização para professores, uma reivindicação da FNP, e também reiterou que Manaus está pronta para receber novas doses e continuar a vacinação.

“Quando recebermos as doses destinadas a Manaus, estaremos preparados para vacinar a população, inclusive aumentando os postos, se necessário. Temos a estratégia e a logística, só faltam mais vacinas”, disse David.

A presidente do Sinteam (Sindicato dos Professores em Educação do Estado do Amazonas), Ana Cristina Rodrigues, defende a volta às aulas nas escolas só quando professores e alunos forem vacinados contra o novo coronavírus.

“É uma forma de preservar a vida de pelo menos 36 mil servidores da categoria e 500 mil estudantes em Manaus e nos municípios do interior”, disse ela. “Já lutamos por carreira, pela valorização da profissão, por aumento de salários e agora lutamos pela vida com mais dignidade”, acrescenta a dirigente.

Ana Cristina avalia que a prefeitura e o governo do Amazonas foram precipitados em retomar o ano letivo em 2020 num momento em que o Estado enfrenta a sua pior crise sanitária por conta da Covid-19, agravada agora com a segunda onda de contágio na região.

Mais de 50 anos

O governo do Amazonas pretende dar início à vacinação das pessoas com mais de 50 anos a partir desta segunda-feira (22). Para operacionalizar as medidas, o Estado ainda depende de mais lotes de vacinas que devem ser distribuídas pelo governo federal.

Segundo o governador do Estado, Wilson Lima (PSC), o CMA (Comando Militar da Amazônia) vai coordenar o trabalho das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) no plano estratégico para acelerar a vacinação no Estado na parte da segurança e montagem de pontos de vacinação, conforme planejamento do Ministério da Saúde.

 “O Comando Militar da Amazônia tem uma expertise muito grande em logística, sobretudo na nossa região, então vai ser fundamental para que a gente possa acelerar esse processo de vacinação entendendo que essa é uma guerra de todos nós, do governo federal, do governo do Estado, através da sua Secretaria de Saúde e da sua Fundação de Vigilância em Saúde; da Prefeitura de Manaus e das prefeituras do interior”, disse o governador.

O ministro Eduardo Pazuello disse que o Plano de Aceleração de Vacinação contra a Covid-19 na Amazônia, que deve iniciar pelo Amazonas a partir do dia 22 de fevereiro, permitirá a cobertura vacinal de todos os Estados da região Norte, iniciando por Manaus, Região Metropolitana da capital e pelos municípios do interior do Estado.

Segundo o ministro, todo o novo lote será usado para vacinar apenas pessoas dos grupos prioritários que ainda não receberam a primeira dose do imunizante. A medida visa acelerar o processo de vacinação no país. “Neste novo momento da campanha, a vacina do Butantan será aplicada em dose única, com o objetivo de ampliar a vacinação e atender ainda mais brasileiros. Com isso, entramos em março com a expectativa de vacinar novos grupos”, disse Pazuello à comissão da FNP.

Foto/Destaque: Divulgação

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