Produzir com matéria-prima 100% amazônica dá título a microempresário

A Conetech Indústria de Produtos Odontológicos Ltda faz parte do seleto grupo de cinco empresas no Brasil a produzir Cones de Guta Percha (insumo odontológico utilizado no tratamento dos canais dentários), com o diferencial de que a fábrica de Manaus utiliza como matéria-prima produtos 100% amazônicos. A começar, pela borracha (látex) -adquirida com produtores do Amazonas e Roraima- que associada a outros produtos odontológicos, tem como produto final o insumo utilizado no mercado há mais de 150 anos, sem conseguir substituto semelhante.
A iniciativa é do odontólogo Marcelo Silveira Lopes, que a exemplo de uma grande parcela da população brasileira, sempre sonhou em montar o seu próprio negócio e há cinco anos abriu a empresa. O microempresário recebeu a indicação da Fampeam (Federação de Associações de Micro e Pequenas Empresas do Amazonas) para o Prêmio de Microindustrial de 2008, concedido pela Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas).
O prêmio vai ser entregue nesta sexta-feira, às 19h no Auditório Gilberto Mendes de Azevedo, na Avenida Joaquim Nabuco, 1919, Centro.
A solenidade que encerra a programação do Mês da Indústria distingue também o empresário da Construção Civil, engenheiro José Nasser, com o título de Industrial de 2008 e as empresas Nokia do Brasil Tecnologia Ltda, maior exportadora de 2007 e a Recofarma Indústria do Amazonas Ltda, esta por ter gerado o maior superávit cambial no ano anterior.

Empresa sofre com asiáticos

Segundo Marcelo Lopes, a Conetech em 2007, a exemplo de outros segmentos, enfrentou a concorrência asiática que ofereceu produtos similares a preços abaixo de mercado, mas sem a qualidade necessária. Somente este ano, disse o empresário, o empreendimento tomou novo fôlego. A boa fase já estimula a empresa a projetar aumento do quadro funcional, de 40 colaboradores para 120, além de uma diversificação nos produtos.
Na busca de melhorias, a Conetech firmou parceria com o CBA (Centro de Biotecnologia da Amazônia), para desenvolver pesquisas para melhorar o Guta Percha, produto já utilizado no mercado há mais de 150 anos sem substituto melhor.

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