Produtos na porta da fábrica sobem 0,6%

Novo índice do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPP (Índice de Preços ao Produtor) subiu 0,60% em fevereiro, segundo dados divulgados ontem.
Em janeiro, o IPP havia avançado 0,40% ante o mês anterior.
Se comparado a fevereiro de 2010, o índice teve incremento de 6,21%.
O IPP mede a variação dos preços de produtos ao saírem da fábrica, sem a influência de impostos e fretes. São analisados 23 setores da indústria de transformação.
O IBGE divulgou ainda que os preços dos produtos na porta da fábrica cresceram 8,04% ao longo do ano passado. Em 2011, tem alta acumulada de 1%.
A pesquisa revela que, em fevereiro, 16 das 23 atividades registraram elevação nos preços. As principais foram entre outros produtos químicos (3,39%), têxteis (2,51%), calçados e produtos de couro (2,46%) e vestuário e acessórios (2,03%).
No ano passado, 20 das 23 atividades pesquisadas registraram aumentos de preços. Os produtos alimentícios tiveram a principal variação, com alta de 21,24%. Também tiveram variação significativa os produtos têxteis (19,81%) e outros produtos químicos (15,76%).
Por outro lado, tiveram decréscimo nos preços os equipamentos de informática (-5,03%), outros equipamentos de transporte (-0,75%) e veículos automotores (-0,15%).

IPP não deve servir para previsão de IPCA

A variação de preços para a indústria de transformação traz informações que podem ser analisadas na comparação com índices de preços ao consumidor. No entanto, os técnicos do IBGE alertam que IPP, novo indicador do instituto, não pode servir para previsões de índices de inflação, como o IPCA.
“O que vai refletir no varejo é algo que vamos conhecer aos poucos. Parte disso vai para o varejo, mas também há a produção para a exportação. Por isso a relação não é direta”, afirmou o gerente da pesquisa do IBGE, Alexandre Pessoa Brandão. “O IPP é um índice de oferta, tanto para consumo interno, quanto para a exportação. E o IPCA é um índice de produto, que absorve a oferta nacional e a de importados”, complementou o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes.
“Não podemos precisar a decisão do produtor de repassar a elevação dos seus custos para os preços”, ressaltou.

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