Produtos locais serão expostos na Biofach, nos Estados Unidos

De acordo com dados do “Guia Bioagri”, o mercado de orgânicos movimenta US$ 25 bilhões por ano em todo mundo, montante do qual o Brasil responde por apenas 1%, ou seja, US$ 250 milhões anuais. Com o objetivo de abrir novos mercados para produtos regionais certificados e atrair investimentos para o setor, a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) participará da 5ª Biofach América, feira de produtos orgânicos a ser realizada em Baltimore, Estados Unidos, entre os dias 27 e 29 deste mês.
“Vamos mostrar os produtos regionais certificados, como a castanha de Amaturá e Manicoré, o açaí de Codajás e o guaraná de Maués”, informou a técnica do núcleo de promoção comercial da autarquia, Izabel Mello, lembrando que o órgão já participou de algumas versões da Biofach realizadas na Europa e América Latina. Na edição americana, será feita também a divulgação da 4ª Feira Internacional da Amazônia, a ser realizada de 10 a 13 de setembro do próximo ano, em Manaus.
No ano passado, o evento contou com a presença de 23 mil visitantes, quando 256 expositores de 18 países mostraram as novidades de seus produtos 100% naturais.
Este ano, a superintendência, em parceria com o Estado, através da ADS (Agência de Desenvolvimento Sustentável), estará pela primeira vez na feira, onde não haverá a presença de empresas locais.
A participação da autarquia será dentro do “Projeto Organics Brasil”, fruto de ação conjunta da Apex-Brasil (Agência de Promoção de Exportações do Brasil) e da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), com gestão do IPD (Instituto Paraná de Desenvolvimento).
O projeto foi criado há dois anos com o objetivo de promover a exportação de produtos orgânicos brasileiros, destinado a todos os agricultores, produtores e processadores de produtos orgânicos com Certificação Internacional.
Para o proprietário da Agrorisa, Rivaldo Araújo, que vai levar a marca para a Biofach versão América Latina, feiras como estas são boas oportunidades para ampliar os negócios e difundir os produtos.
“Temos na Amazônia produtos diferenciados, e procuramos focar nisso como destaque”, comentou. Araújo ressaltou que em eventos como a Biofach, os resultados consolidados são observados entre um e dois anos.
No primeiro semestre desse ano, a Agrorisa não obteve um bom desempenho, apresentando uma retração de 30%, ante o mesmo período do ano de 2006, e a participação no evento pode ser um impulso para a recuperação, na avaliação do empresário.
“Na feira que deve acontecer em São Paulo no próximo mês, a Biofach América Latina, esperamos fechar acordos importantes a fim de recuperarmos o que perdemos”, completou Araújo.

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