13 de abril de 2021

Produtores rurais ameaçam nova paralisação na Argentina

Os produtores rurais da Argentina realizaram, no início desta semana, reunião que pode levar a novos protestos contra o governo de Cristina Kirchner

Os produtores rurais da Argentina realizaram, no início desta semana, reunião que pode levar a novos protestos contra o governo de Cristina Kirchner. Na semana passada, os pecuaristas fizeram um locaute de boi gordo durante 48 horas. Agora, as entidades que representam o setor agropecuário propõem um aprofundamento da medida de força, disse o presidente da Sociedade Rural, Hugo Biolcati.
A concentração dos produtores começou há pouco em Coronel Pringles, Província de Buenos Aires, e deve reunir, segundo os organizadores, cerca de 2.000 pessoas. “Nossas reivindicações vêm sendo feitas há anos e, basicamente, o que pedimos é uma política agropecuária razoável para que não faltem carne, leite, milho e trigo na mesa do consumidor argentino e os produtores recuperem suas produções”, disse Biolcati.
Na semana passada, o ministro de Agricultura, Julián Domínguez, tentou desarticular a mobilização dos pecuarista com o repasse de subsídios aos pequenos e médios produtores de trigo e gado, os mais castigados pela forte estiagem. A iniciativa oficial, no entanto, não foi suficiente para o setor. “Estamos protestando para defender o campo e estampar a difícil situação dos produtores, especialmente os do sudoeste de Buenos Aires, cujas economias dependem do trigo e da carne”, detalhou o líder da SRA Ele também criticou os deputados eleitos nas eleições de junho do ano passado porque, segundo Biolcati, “não cumpriram nenhuma das promessas feitas quando assumiram”, em dezembro último.
Os parlamentares mencionados prometeram impulsionar projetos de lei para derrubar os impostos de exportações, as chamadas retenções, liberar as vendas externas de carne e cereais, aumentar as linhas de créditos acessíveis e criar condições favoráveis para os investimentos.
Biolcati disse que é remota a possibilidade de um acordo entre o governo e o setor, em pé de guerra desde 2008. Por isso, defende a necessidade de “pressionar o Poder Legislativo” para conseguir “respostas às reivindicações”.

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