2 de julho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Produtores do Rio Grande do Sul trocam notas fiscais

Para melhorar geneticamente o rebanho leiteiro, o município de Augusto Pestana, no Noroeste do Rio Grande do Sul, criou uma estratégia diferente

Para melhorar geneticamente o rebanho leiteiro, o município de Augusto Pestana, no Noroeste do Rio Grande do Sul, criou uma estratégia diferente. A cada seis meses, todos os produtores do município que apresentarem os blocos e as notas corretamente no setor de arrecadação de impostos, ganham o Bônus Prêmio, de R$ 50. No entanto, este valor pode ser bem maior, dependendo da produtividade. A prefeitura paga R$ 0,0015 por litro de leite. O valor acumulado é trocado por sêmen.
O benefício, além de impulsionar a produtividade a médio prazo, também contribui com a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), já que agora nenhum produtor deixa de exigir a nota fiscal de venda do produto.

Bônus diminui gastos com inseminação

Darci Otmar Wrasse, 49 anos, toma cuidado para não perder nenhuma nota. Já chegou a somar R$ 300 para trocar por sêmen. Através do bônus, cinco animais já nasceram na propriedade, onde ele vive com a esposa e o filho. As 55 vacas da família produzem cada uma, em média, 25 litros de leite por dia. “Podemos escolher o sêmen do touro que mais combina com as vacas que temos. Com o sêmen correto, acabamos corrigindo certos defeitos nos animais que vão nascer”, destaca.
O produtor Lucas Wildner, 36 anos, garante que o bônus já gerou economia para a propriedade onde, juntamente com a esposa e o filho, cria 18 vacas leiteiras. Ele mesmo insemina os animais, utilizando as técnicas que apreendeu em um curso em Guarani das Missões, financiado pela prefeitura. “Agora não preciso mais gastar com a inseminação, já um bom dinheiro que poupo”, anima-se Wildner. Ele conta que antes gastava em média R$ 30 a R$ 40 por sêmen, mais os custos com inseminador.
Para a troca, estão disponíveis quatro tipos de sêmen, de diferentes preços: dois da raça Jersey e quatro da raça Holandesa, inclusive o sexado.
“Se o produtor tem uma vaca de boa qualidade, que dá bastante leite, ele pode optar por um sêmen mais caro, de maior qualidade. Se a vaca não é tão boa, pode investir em um mais barato”, explica o secretário municipal de agricultura, Elvio Spies. No entanto, o produtor que não emitir todas as notas fiscais que comprovem a produção leiteira do semestre, além de não acumular dinheiro perde o direito ao bônus semestral.

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