Produto em falta dá prejuízo a supermercados

Os estabelecimentos supermercadistas começaram sua ascensão no Brasil ainda nos anos 1950 e, de lá para cá, o crescimento deste setor de varejo tem sido dos maiores. Não é à-toa que a entidade representativa das empresas que operam supermercados e hipermercados no país dá o atestado de evolução dessas organizações ao constatar que a expansão entre o ano de 1971 e 1993 atingiu média anual de 12,8%, mais que o triplo da expansão do PIB brasileiro no mesmo período.
De 1993 em diante, dada a aplicação de mais recursos pelas organizações supermercadistas em tecnologia visando otimizar suas operações, seus resultados devem ser bastante satisfatórios, apesar do crescimento e acirramento da competição com chegada de grupos internacionais e até das fusões que ocorreram no segmento.
Para o consumidor, ter nas proximidades de sua residência um supermercado é fator importante a ser considerado em função da comodidade que esta localização proporciona e, em alguns casos, mesmo aqui em Manaus, a instalação de estabelecimentos vinculados a organizações diferentes próximos um do outro, abre a possibilidade de oferecer ao consumidor preços mais acessíveis e até campa­nhas visando cobrir o preço do concorrente.
Neste tipo de campanha, ganha o usuário que tem como hábito procurar produtos de qualidade a preços mais baixos, e que, além disso, faz a comparação entre os preços praticados por organizações diferentes.
Nem só o preço, no entanto, está na mira do consumidor quando se dirige a um supermercado para realizar suas compras. Uma das maiores fontes de irritação e mesmo frustração para quem vai fazer suas compras em supermercado é não encontrar o produto desejado.
As maiores redes já fazem acompanhamento nos próprios guichês de seus caixas acerca dos produtos que eventualmente o cliente não encontra, com a finalidade, nos faz parecer, de corrigir a falha, colocando os produtos referenciados por seus clientes à disposição dos compradores.
Infelizmente, a realidade é bem outra, pois não é difícil o comprador voltar ao mesmo estabelecimento uma semana depois e o produto procurado, e já informado à admi­nistração da rede varejista como em falta, continuar ausente das gôndolas.
Enquanto o comprador se aborrece por não conseguir realizar sua compra, fato às vezes até paradoxal quando se trata de satisfazer uma ‘necessidade’ criada pelas técnicas de marketing, as redes varejistas e os fabricantes são os maiores perdedores.
Pesquisas divulgadas por entidades ligadas ao ramo supermercadista dão conta de que está situado em 8% o número de produtos não encontrados pelos compradores nas gôndolas dos supermercados. Pelo lado do consumidor é uma poupança forçada que ele faz ao deixar de gastar seus recursos nos caixas do supermercado, mas para os supermercados o ta­manho do prejuízo é de R$ 12 bilhões anuais em compras planejadas e não-realizadas por conta da inexistência do produto à disposição do comprador.
As perdas para as redes varejistas são grandes e os esforços feitos por elas para fidelizar o cliente, oferecendo cartões exclusivos, descontos promocionais e até mi­lhagem são postos por terra pelo prosaico ‘não dispomos do produto no momento’ para um número de produtos cuja ausência parecer ser perfeitamente administrável para evitar que acabem e fiquem sem reposição com as modernas tecnologias de controle de estoque integradas às demais rotinas admi­nistrativas dos supermercados.

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