Produção volta a crescer no Amazonas

Após seis meses de queda, a produção industrial no Amazonas voltou a crescer. Com um avanço de 0,9% em outubro a indústria amazonense encerrou a série negativa registrada entre abril a setembro de 2013, quando a produção industrial no Estado sofreu um recuo que somou 8,2%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física Regional, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
No comparativo com outubro de 2012 o avanço foi um pouco maior, 1,9%. Nesta comparação a produção industrial também vinha de resultados negativos, com índices de -3,1% em agosto e -3,4% em setembro. Apesar do indício de recuperação, os números não empolgam as lideranças locais. Para o presidente do Cieam (Centro das Indústrias do Estado do Amazonas), Wilson Périco, o crescimento é natural do fim do ano e não deve representar grandes melhorias para as indústrias. “O resultado mostra que existe potencialidade. Mas não pode esconder os riscos e os problemas que nós temos. Não é um pequeno resultado positivo que vai fazer parecer que está tudo bem, que não está”, comentou.
No índice acumulado dos dez meses do ano, a expansão foi de 1,7%. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, ao avançar 0,6% em outubro de 2013, assinalou o primeiro resultado positivo desde junho de 2012 (0,7%). Para o presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antonio Silva, a tendência do PIM para os próximos anos é de manter taxas baixas de crescimento. “Acredito que o ano todo o crescimento vai ser tímido, sem passar desse 1%. Esperamos empatar com o ano passado. Em 2014 será igual a 2013. Não tenho muitas esperanças de ter um crescimento maior de 2%”.
Para Antonio Silva, nem mesmo a Copa do Mundo deve alavancar a produção industrial do Estado. “Mesmo com a Copa teremos um crescimento pequeno. A linha branca dos eletroeletrônicos que podem acrescentar algum crescimento, assim como as TVs. Haverá crescimento, mas não será nada tão grande. Fora isso, o polo de duas rodas está estável em função da falta de aprovação do crédito e os outros segmentos oscilando”, lamentou.

Setores

Seis das onze atividades pesquisadas pelo IBGE tiveram aumento na produção em comparação com outubro de 2012. Os principais impactos positivos ficaram com os setores de outros equipamentos de transporte com 39,1% e de refino de petróleo e produção de álcool com 58,1%. Impulsionados, pela maior produção de peças e acessórios; e de gasolina automotiva, respectivamente. Setores como borracha e plástico e de produtos de metal também apresentaram bons índices de crescimento, com 19,1 e 4,9%, respectivamente. Já a contribuição negativa mais importante no total da indústria foi observada no setor de edição, impressão e reprodução de gravações com -43,1%, pressionado, sobretudo, pela menor fabricação de DVDs.
Já na comparação dos últimos 10 meses as principais influências positivas foram observadas nos setores de refino de petróleo e produção de álcool com 49% e de máquinas e equipamentos com 17,4%, em grande parte, pela maior produção de gasolina automotiva, óleo diesel e outros óleos combustíveis, no primeiro ramo, e de aparelhos de ar-condicionado, no segundo. Equipamentos de instrumentação médico-hospitalares, ópticos e outros produtos de metal e alimentos e bebidas, também tiveram bons avanços registrados, com crescimento de 7,8%, 6,2% e 1,7%. Já as influências negativas foram observadas no setor de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações com -7,3% e de edição, impressão e reprodução de gravações com 13%, pressionados, em grande parte, pela menor fabricação de telefones celulares, no primeiro setor, e de DVDs, no segundo.

Acima da média nacional

Apesar do pessimismo das lideranças industriais os números do Amazonas superam a média nacional. Na comparação de outubro com setembro a produção industrial no país cresceu apenas 0,6%, com destaque positivo para o Ceará com crescimento de 3,8% destaque negativo para a Bahia com -6,2%. Na comparação com de outubro 2013 contra outubro 2012 o crescimento no país de 0,9%, puxado pelo Rio grande do Sul com avanço de 14,5%. No acumulado do ano o crescimento industrial do país é de 1,6%.

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