Produção recua 4,2%, apesar da maior importação de insumos

O PIM (Polo Industrial de Manaus) importou US$ 1.5 bilhão em insumos em abril, 6,13% a mais que março (US$ 1.43 bilhões), segundo dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). Apesar disso, a produção sofreu um recuo de 4,12%, conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados ontem. Para as lideranças industriais, os motivos para o recuo são os entraves logísticos locais e a sazonalidade, que causou mudança na produção de alguns setores.
No acumulado do quadrimestre, a compra de insumos para o PIM cresceu 61,97% em relação ao mesmo período de 2009. Se compararmos com o período anterior à crise, abril de 2008, a importação aumenta em 12,09% (US$ 1.36 bilhões).

Geração de empregos

Na avaliação do presidente da Aficam (Associação das Indústrias e Empresas de Serviços do Polo Industrial do Amazonas), Cristóvão Marques Pinto, as importações continuarão em alta, pois, enquanto alguns produtos diminuem a produção, outros aumentam. Um exemplo de queda vem dos condicionadores de ar, que estão em baixa porque o Sul do país está frio. Já o setor de duas rodas vem tendo crescimentos significativos.
“A questão principal é que está faltando insumo para todo o mundo. Por isso, devemos rever as compras. Importar ainda é mais barato do que comprar no mercado nacional, mas é preciso avaliar os benefícios para o mercado local, como geração de empregos e a diminuição das cargas nos terminais do aeroporto”, avaliou. Segundo Critóvão, há empresas no PIM que estão devendo 20 mil aparelhos de TV, que deveriam ter sido entregues antes da Copa, não fossem os entraves causados no Teca (Terminal de Carga e Logística) do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. As mercadorias ficaram presas no aeroporto há cerca de um mês e deixaram as linhas de produção de mais de 30 empresas do PIM paralisadas. Sem os componentes necessários para fabricação, as empresas sofreram atrasos e prejuízos em suas linhas de produção. O setor mais afetado foi o dos fabricantes de telefones celulares e de televisores LCD (Liquid Crystal Display).
Para o presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antonio Silva, o gargalo do aeroporto foi o principal motivo do recuo no Amazonas, mas a indústria brasileira anda tão aquecida que o Governo Federal vai precisar frear o consumo com o aumento dos juros, para não haver maior inflação. “A Copa, as eleições e o Natal são eventos que fazem com que a produção das indústrias continue crescente e o dinheiro circule. Essa retração é momentânea. Se a produção aumenta, a importação de insumos aumenta na mesma proporção ou maior ainda”, finalizou Antonio Silva.

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