Produção industrial tem recuperação

A produção industrial do Amazonas começa a esboçar uma recuperação. De acordo com os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em junho, o nível das atividades do PIM avançou 5,2% em relação a maio. Essa é a primeira vez no trimestre, que o setor anota variação positiva, uma vez que os meses de abril e maio registraram reduções de 5,8% e 2,8%, respectivamente.
Apesar do pequeno aquecimento, as demais comparações não animam especialistas do segmento. Segundo o levantamento, em relação a junho do ano passado, a queda foi de 5,3% e no acumulado do primeiro semestre pulou para uma redução de 6,3%.
“A produção industrial acena para melhores resultados a partir de agora devido às medidas do governo que vão iniciar os reflexos sobre a indústria. Nós vamos conseguir uma recuperação ‘mês a mês’, mas sem falsas esperanças de atingir os mesmos níveis do ano passado”, avaliou o presidente do Corecon-AM (Conselho Regional de Economia do Amazonas), Ailson Rezende.
O analista econômico da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Gilmar Freitas, pondera que a produção deste ano é evidentemente menor em relação ao ano passado. “Vale lembrar que 2011 foi um ano de recuperação e expansão após a crise de 2009. Este ano nós já começamos em um patamar inferior e não conquistamos condição econômica favorável para ultrapassar 2011, nem sequer para alcançar o mesmo nível”, lamentou.
Ainda assim, ele defende que a recuperação, embora lenta, é salutar. “Mas é o segundo semestre que vai balizar como será o nível de prejuízos. Nossa expectativa está toda concentrada em 2013. Esperamos que seja um ano tão positivo em relação a 2012 quanto 2011 foi em relação a 2009”, apostou.

Segmentos

Em junho, dos 11 segmentos pesquisados, sete apresentaram recuo na produção, entre eles o setor de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-11,9%) e o de equipamentos de instrumentação médico-hospitalar, ópticos e outros (-26,9%). Além destes, os setores ‘outros equipamentos de transporte’, edição, impressão e reprodução de gravações, máquinas e equipamentos, também registraram queda de 10,5%, 15,2% e 17,4%, respectivamente.
Dentro desses segmentos, as principais retrações foram verificadas na fabricação de telefones celulares, televisores, relógios, motocicletas, DVDs, e condicionadores de ar.
O setor de alimentos e bebidas, por sua vez, respondeu pela maior contribuição positiva – crescimento de 16,4% sobre igual período do ano passado, puxado pelo incremento na produção de preparações em xarope e em pó para elaboração de bebidas.
Já no acumulado dos seis primeiros meses deste ano, oito das onze atividades recuaram.
A principal retração veio da indústria de máquinas e equipamentos (-24,8%), seguida da fabricação de outros equipamentos de transporte (-11,4%), de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-5,1%), de edição, impressão e reprodução de gravações (-11,8%) e de equipamentos de instrumentação médico-hospitalar, ópticos e outros (-12,7%).
Entre os produtos, o desaquecimento foi sentido na fabricação de condicionadores de ar, fornos de micro-ondas, motocicletas, telefones celulares, DVD’s e relógios.

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