Produção industrial tem alta de 0,9%

Após 14 meses de quedas, a produção industrial amazonense registra crescimento em junho

Após 14 meses consecutivos de quedas, a produção industrial amazonense registrou em junho crescimento de 0,9% na comparação com o mesmo período de 2014. Os números foram divulgados na última sexta-feira (7) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas).
Mas, apesar da taxa ligeiramente positiva, o IBGE ressalta que o setor de outros equipamentos de transporte, segmento que exerceu a influência positiva mais relevante sobre o total da indústria (+49,0%), foi impulsionado, não só pela maior produção de motocicletas e suas peças, mas também pela baixa base de comparação, uma vez que essa atividade recuou 46,9% em junho de 2014, influenciada pelo recesso durante a Copa do Mundo. Por conta disso, o presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antonio Silva, mantém o pessimismo. “Não temos como comparar. A produção em 2014 foi muito baixa e essa diferença pode maquiar o resultado real. A situação é crítica, muito ruim. Temos uma crise política, econômica e financeira no Brasil. Estamos vivenciando quedas de produção, aumento das taxas de juros. São problemas que temos que prestar muita atenção”, resumiu Silva.
Outro avanço em junho (+10,9%) foi registrado pelo setor de impressão e reprodução de gravações, explicado especialmente pelo aumento na produção de DVDs.
Por outro lado, os principais impactos negativos vieram dos ramos de bebidas (-9,1%) e de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-5,1%), pressionados, em grande medida, pela menor fabricação de preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais; e de computadores pessoais portáteis (laptops, notebooks, handhelds, tablets e semelhantes) e receptor-decodificador de sinais de vídeo codificados. Vale citar também os recuos vindos de máquinas e equipamentos (-18,7%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-7,5%) e de produtos de borracha e de material plástico (-5,9%), explicados em grande medida pela queda na produção de aparelhos de ar-condicionado de paredes, de janelas ou transportáveis (inclusive os do tipo “split system”), no primeiro ramo; de conversores estáticos elétricos ou eletrônicos, disjuntores para tensão menor ou igual a 1kv e baterias e acumuladores elétricos, no segundo; e de pré-formas de garrafas plásticas, no último.
Em compensação, na comparação com o mês imediatamente anterior (maio), o Polo Industrial de Manaus diminuiu sua produção em -1,1%. Na análise trimestral, entre os meses de abril e junho de 2015 houve redução de -11,6% na produção do PIM, queda menos intensa do que a observada nos três primeiros meses do ano (-17,5%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior.

Lucas Camara
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