Produção industrial retoma ritmo e avança 0,8%

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A produção industrial do Amazonas avançou 0,8% na comparação de janeiro de 2011 com dezembro de 2010, já descontadas as influências sazonais

A produção industrial do Amazonas avançou 0,8% na comparação de janeiro de 2011 com dezembro de 2010, já descontadas as influências sazonais. No mês passado, o resultado do setor havia apontado para recuo de 0,4%, segundo dados fornecidos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
No confronto entre janeiro de 2011 e igual mês do ano passado, houve aumento na produção industrial na maioria dos 11 setores pesquisados. Na formação da taxa global de 0,6%, os principais impactos positivos vieram de outros equipamentos de transporte (37,7%), edição e impressão (40,2%), equipamentos de instrumentação médico-hospitalares, ópticos e outros (84,9%) e produtos de metal (21,3%).
Nestes setores, destacaram-se os avanços na fabricação de motocicletas; CDs e DVDs; relógios; e aparelhos e lâminas de barbear, respectivamente. Com queda na produção figuraram apenas os ramos de alimentos e bebidas (-35,0%) e de material eletrônico e equipamentos de comunicações (-2,7%) pressionados, sobretudo, pelos recuos nos itens: preparações em pó e em xarope para elaboração de bebidas; e televisores, respectivamente.

Resultado satisfatório

Segundo o presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antonio Silva, os números do setor neste começo de ano refletem o resultado satisfatório do fechamento no faturamento do PIM (Polo Industrial de Manaus) em 2010. “Nosso crescimento foi significativo e colaborou para os R$ 35 bilhões no faturamento do PIM. Foi uma evolução importante, pois crescemos 15% acima de 2008 e 50% sobre 2009. Tivemos esse aumento em função justamente do sucesso do trabalho realizado em 2010”, comemorou.
O presidente da Fieam demonstrou tranquilidade com a realidade do PIM para 2011 e otimismo com relação à consolidação das políticas públicas. “No segundo trimestre deveremos ter um crescimento, em função da consolidação das políticas econômicas da presidente Dilma. É quando teremos mais clareza nos números e, se correr como projetamos, poderemos ter um crescimento de 7% a 10%”, anunciou.
Além do trabalho de incentivo aos investimentos das empresas, as entidades estão atentas às dificuldades, necessidades e interesses do PIM.
Em razão disso, também fazem o acompanhamento das políticas econômicas e dos fatores externos que possam ameaçar o desenvolvimento do polo. “Estamos com grande risco de ter uma inflação descontrolada. Esperamos que a área econômica financeira do governo federal tenha cuidado e gerencie os índices para não atingir o PIM”, explicou Antonio Silva
O presidente da Fieam também alertou para a concorrência chinesa. “Temos de ter muito controle em cima dos chineses, em razão das importações, principalmente na questão dos insumos”, explicou.

Deficit no segmento componentista traz prejuízos econômicos e sociais, alerta Sinaees

O presidente do Sinaees (Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus), Wilson Périco, avalia que a concorrência de outros países na oferta de insumos traz prejuízos econômicos e sociais. “Nós temos vários fatores que influenciam, desde a questão cambial. Mas, em se tratando de deficit na indústria ‘componentista’, o que reflete no faturamento do bem final é a importação de alguns insumos que deveriam estar sendo fabricados no Brasil ou em Manaus”, disse Périco.
Segundo o presidente do Sinaees, matérias como fios de cabos utilizados por produtos eletrônicos e componentes plásticos poderiam estar sendo produzidos aqui favorecendo os setores econômico e social, principalmente gerando divisa e empregos diretos. “Vejo, hoje, como maior risco para investimentos nacionais e empregos, a importação de bens finais, filtro de áudio e aparelhos de DVD. Os números trazem aumento no consumo, mas não na produção dos aparelhos, pois muito do que se consome é importado”. Périco alerta que é tempo de estar atento a esse tipo de invasão e “valorizar a indústria nacional como um todo”.
Envolvido também na frente de acompanhamento das políticas econômicas, Périco é categórico: “o capital estará onde houver retorno. Estamos trabalhando a questão da consolidação econômica. O governo tem de trabalhar em medidas para respeitar os investimentos e empregos que as indústrias geram no país”, afirmou.

Peças e componentes

Périco citou que, não somente as indústrias do PIM podem ser prejudicadas pela concorrência de outros países na oferta de peças e componentes, mas as nacionais como a calçadista, a têxtil e de autopeças, que poderiam gerar mais empregos, mas estes estão sendo gerados lá fora, por países que abastecem o Brasil. “Para um país melhor, é preciso as indústrias gerarem emprego e renda. É preciso o governo oferecer cultura e capital intelectual. Quanto mais investir em educação, mais teremos pessoas preparadas para ocupar os empregos e esta estrutura, que hoje outros países estão captando”, finalizou o presidente do Sinaees.

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