Produção industrial diminui 2,1%

https://www.jcam.com.br/ppart11112010.jpg
O Amazonas foi um dos Estados que impulsionou a queda de 0,2% na produção do país entre agosto e setembro, segundo apontam dados fornecidos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O Amazonas foi um dos Estados que impulsionou a queda de 0,2% na produção do país entre agosto e setembro, segundo apontam dados fornecidos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A região ficou com resultado 2,1% inferior ao mês imediatamente anterior, superando apenas o Rio Grande do Sul, que obteve -2,3% no mesmo período.
A queda foi estimulada pela redução na fabricação de máquinas e equipamentos, além de materiais eletrônicos, aparelhos e equipamentos de comunicação. Respectivamente, houve uma baixa de 15,94% e 9,26% na produção dos setores.
Igual aos últimos meses, o setor de edição, impressão e reprodução de gravações também contribuiu para este percentual, com valores negativos em todos os indicadores conjunturais divulgados pelo IBGE. Em relação ao mesmo mês de 2009, houve uma baixa de 8,77%. Quando comparado aos nove meses, o percentual ficou 5,13% inferior ao de igual período do ano anterior. Já no acumulado de 12 meses, ele conseguiu um valor 3,04% menor.
O supervisor de Disseminação de Informação do IBGE/Amazonas, Adjalma Nogueira Jaques, lembra que o mês de setembro ainda faz parte do trimestre cujo período é desfavorável para a indústria. “Tivemos queda em três meses que, tradicionalmente, mantém esta situação na região”, analisou.
O economista, consultor empresarial e professor da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), José Laredo, concorda e explica que a variação de sazonalidade dos pedidos é um dos motivos para esta redução. “Este é um período normal, sem grandes apelos emocionais como nos outros trimestres”, observou.
Contudo, Nogueira comemora o fato da queda mês a mês ter sido menor que a relação de agosto com julho. Naquela época, o percentual de retração negativo foi de 3%.
Em Sondagem Industrial realizada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) também foi constatada a desaceleração na produção entre agosto e setembro, com a pontuação passando de 55,1% para 53%. De acordo com a entidade, a indústria reduziu a produção para estabilizar estoques e chegar ao último trimestre sem excesso de itens acumulados.

Pé no freio

Para Adjalma Nogueira, o PIM (Polo Industrial de Manaus) também pisou no freio nesta época. Entretanto, o motivo não foi a questão do estoque e sim a redução na demanda, já esperada. “A característica do polo não é de formador de estoque, ele trabalha em cima dos pedidos. À medida que vai produzindo, já vai efetivando as compras”, detalhou.
Apesar dos baixos números, o Estado foi um dos destaques no acumulado dos meses de janeiro a setembro, alcançando os dígitos de 21,1% quando comparado a igual período do ano passado, média maior que a do país (13,1%).
Neste caso, figuraram positivamente a geração de borracha e plástico, com 38,37% e de equipamentos de instrumentação médico-hospitalar, ópticos e outros, com 33,85%.
Mesmo tendo sido a influenciadora do percentual negativo na relação agosto/setembro, a fabricação de máquinas e equipamentos alcançou um resultado 38,17% melhor nos dados conjuntos dos nove meses. Além disso, o segmento apresentou o melhor desempenho no aglomerado dos doze meses, 43,16%.
Com a recuperação econômica, Laredo comenta que a indústria superaqueceu logo no início do ano e depois deu uma equilibrada, mas deve voltar a crescer para atender à demanda do Natal.
A perspectiva do IBGE, segundo Nogueira, é fechar o ano com um aumento de 15% em relação ao ano passado. Porém, ele lembra que isto depende dos contratempos que têm acontecido na região. “Vamos ver como se concretizam as ações no Porto Chibatão. Afinal, a matéria-prima que chega por lá impacta diretamente na produção”, finalizou.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email