Produção industrial cresce em oito das 14 regiões em julho

A produção industrial cresceu em oito das 14 regiões pesquisadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em julho na comparação com junho, na série com ajuste sazonal.
São Paulo, que detém o maior peso na estrutura industrial do país, recuou 0,3% após cinco meses consecutivos de alta. O declínio representou a maior contribuição para a queda de 0,4% da indústria brasileira em julho.
Segundo a economista Isabella Nunes, da Coordenação de Indústria do IBGE, a indústria paulista foi afetada, sobretudo, pelos desempenhos negativos do setor de farmacêutica e alimentos. “São Paulo faz um movimento semelhante ao do Brasil. Os segmentos que mostraram recuo para o resultado do Brasil batem em São Paulo”, afirmou.
A queda da indústria paulista pode ser considerada uma “acomodação” e não significa uma reversão da trajetória de crescimento. Durante os cinco meses de alta São Paulo acumulou uma alta de 6,4%.
Nessa base de comparação, a maior expansão ficou com a Bahia (4,6%), seguida por Goiás (4,3%), Pará (2,3%) e Espírito Santo (2,2%). Por outro lado, também apresentaram resultados negativos Ceará (-5,8%), Pernambuco (-4,2%) e Amazonas (-1,7%).
Já na comparação com julho de 2006, a indústria apresentou alta em 11 regiões. São Paulo e Minas Gerais tiveram os melhores desempenhos, com crescimentos de 6,7% e 11,4% respectivamente.
No caso de Minas Gerais a indústria se beneficiou do aquecimento do setor de veículos, minério de ferro e eletrodomésticos.
Em São Paulo, principal destaque coube aos bens de capital agrícola e celulares, farmacêutica e aviões.
No acumulado do ano, apenas o Ceará apresentou declínio (-0,3%). Os principais destaques no ano cabem à indústria automobilística, bens de capital e setores de commodities exportadoras.
Impulsionado pela recuperação do setor agrícola os Estados de Rio Grande do Sul e Paraná apresentam também mostram uma reação em relação ao ano passado.
Com a perspectiva de safra recorde, os maiores incrementos estão concentrados nos ramos de bens de capital agrícolas (tratores) e fertilizantes e adubos.
“No caso do RS, a recuperação da renda agrícola permite [ao agricultor] uma maior capacidade para comprar bens de capital, o que vai diminuindo o impacto negativo de calçados com o câmbio”.

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