Producão industrial cai 2,2% em maio

A produção industrial do Amazonas registrou queda de 2,2%, em maio, na comparação com o mês imediatamente anterior. Segundo pesquisa divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), é o segundo mês consecutivo no ano que a indústria amazonense registra retração, após também recuar em abril (-6%). Ainda assim, o índice de média móvel trimestral apontou crescimento de 0,5% na comparação entre os trimestres encerrados em abril e em maio.
Em relação a maio de 2009, o Amazonas avançou 17,6%, a sétima taxa positiva consecutiva neste tipo de comparação. O índice acumulado nos cinco primeiros meses do ano também foi de alta e ficou em 29,4%. O indicador acumulado nos últimos dozes meses, em trajetória ascendente desde outubro do ano passado (-11,2%), atingiu 9,1% em maio deste ano.
O segmento de material eletrônico e equipamentos de comunicações exerceram o principal impacto positivo (29,4%) no confronto maio 2010 com maio 2009, impulsionado em grande parte pela fabricação de televisores. Também tiveram contribuições positivas os setores de alimentos e bebidas (10,7%), outros equipamentos de transportes (12%), equipamentos de instrumentação médico-hospitalar, ópticos e outros (37,4%), refino de petróleo e produção de álcool (20,2%), além de máquinas e equipamentos (20,1%). A única pressão negativa veio de edição e impressão (-3,8%), por conta da menor fabricação de DVDs e CDs.
No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, a indústria amazonens avançou 29,4%, puxada pelas taxas positivas de nove setores, com destaque para material eletrônico e equipamentos de comunicações (38,3%) e alimentos e bebidas (37,9%). Sobressaíram os acréscimos vindos dos itens televisores, telefones celulares e rádios, no primeiro ramo, e preparações em pó e em xarope para elaboração de bebidas. Vale destacar também as contribuições positivas vindas de máquinas e equipamentos (67,6%), em função da maior produção de fornos de microondas e aparelhos de ar condicionado, e de outros equipamentos de transporte (21,7%), impulsionado pelos itens motocicletas e componentes. Por outro lado, edição e impressão (-3,7%) e produtos químicos (-9,5%) exerceram os únicos impactos negativos sobre a média da indústria nos cinco primeiros meses do ano.

“Pequena parada”

Para o economista e consultor José Laredo, esses recuos na performance industrial são típicos da economia na comparação de mês a mês. “Não podemos avaliar o panorama da indústria somente por esse indicador. Nesse momento, estamos sentindo os efeitos da alta dos juros. Será uma pequena parada para depois retomarmos o crescimento”, analisou Laredo. Para ele, o PIM (Polo Industrial de Manaus) está crescendo de acordo com a economia brasileira, apoiada principalmente pelas vantagens comparativas no “jogo tributário”, que são um enorme atrativo de investimentos para o Estado.
O presidente da Fieam (Federação das Industrias do Estado do Amazonas), Antonio Silva, atribuiu a retração aos problemas de logística do Estado e prevê que o recuo deve continuar pelos próximos dois meses, principalmente após a derrota da Seleção, que afeta diretamente os segmentos de confecção e de televisores. “Após perder parte das encomendas, os empresários diminuíram o ritmo para se preparar para o próximo semestre”, afirmou o presidente.
Na avaliação do presidente do Sinaees (Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus), Wilson Périco, a produção do setor de eletroeletrônico vai continuar estável com leves recuos até setembro. “O terceiro trimestre deve continuar estável em relação ao segundo, mas a partir do terceiro trimestre a produção retoma o ritmo para as compras de fim de ano”, finalizou Périco.

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