Produção industrial cai 16,8% no AM

Em todos os 14 locais pesquisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a produção industrial apresentou recuos significativos

Em todos os 14 locais pesquisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a produção industrial apresentou recuos significativos. No Amazonas a queda foi de 16,8%, em relação ao primeiro semestre do ano passado. Somente no mês de junho, a diminuição foi de 11,8% (em comparação ao referido mês de 2008), influenciada pelo decréscimo na fabricação de materiais eletrônicos, equipamentos de comunicações, televisores, rádios, motocicletas e suas peças e acessórios. Apesar de o quadro geral estar negativo em junho, os setores de edição/impressão e alimentos/bebidas apresentaram marcas positivas sobre maio, de 30,4% e 10,5%, respectivamente.
O levantamento do IBGE mostrou retração de 1,3% em junho deste ano, frente a maio, quando o crescimento foi de 12,1%. O índice de média móvel trimestral aumentou 1% entre junho e maio. Embora a produção industrial apresente crescimento tímido na comparação entre alguns meses do ano, a cotejação com o ano de 2008 revela a situação negativa em que o setor industrial do Amazonas se encontra.
A taxa de variação trimestral indica resultados negativos nos dois trimestres do ano, sendo -19,4% no primeiro e -14,2 no segundo, sobre os períodos de 2008. Entre os períodos janeiro-março e abril-junho, sete ramos mostraram melhor desempenho, com destaque para edição/impressão eletrônica –o aumento foi de 1,7% para 17,8%. Os equipamentos de transporte passaram diminuíram os resultados negativos, de -48,7% para -32,6%; todas as comparações são contra igual período do ano anterior.
A melhora nos quadro da produção de alimentos e bebidas e edição/impressão deve-se ao aumento da preparação de xarope para elaboração de bebidas e fabricação de DVDs. O indicador acumulado no ano ficou em -16,8% e o acumulado nos últimos doze meses, em trajetória descendente desde setembro de 2008 (8,3%), atingiu -8%.

Retração esperada

“A queda na produção industrial já era esperada, se comparada com o primeiro semestre de 2008; mas o crescimento mensal mostra que estamos nos recuperando da crise”, avaliou o diretor-executivo da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Flávio Dutra.
Dutra explica que os impactos da crise financeira internacional no setor industrial amazonense “está mais ameno e que as fábricas do Estado esperam um incremento na produção a partir deste mês”.
“As encomendas para o Natal estão chegando e as empresas estão otimistas; a federação aposta que o aumento mensal continuará pelo menos até dezembro”, disse Dutra.

Próximos 6 meses vão acumular queda de 15%, diz Cieam

A perda da atividade industrial (-13,4%) ocorreu em nível nacional no encerramento do primeiro semestre de 2009, sendo que cinco Estado tiveram retrações acima da média brasileira, sobre os primeiros seis meses de 2008. A maior queda foi no Espírito Santo (-29,3%), seguida por Minas Gerais (-21,3%), Amazonas (-16,8%), São Paulo (-14,4%) e Rio Grande do Sul (-13,5%). Segundo o IBGE, “os dados refletem o menor dinamismo das exportações e dos setores produtores de bens de consumo duráveis (automóveis, telefones celulares, eletrodomésticos) e de bens de capital, confrontados com uma base elevada de comparação de junho de 2008, quando a indústria nacional registrou 6,3% de crescimento”.
Comparando o resultado trimestral, todos os locais apresentaram taxas negativas no comparar do segundo trimestre de 2009 com igual período de 2008. Em nível nacional, observou-se redução no ritmo de queda na passagem do primeiro trimestre de 2009 (-14,6%) para o segundo (-12,3%). Dez das 14 áreas estudadas mostraram o mesmo movimento entre esses dois períodos. Rio Grande do Sul marcou alteração de -6,8% para -10,5%, Rio de Janeiro (de -11,4% para -5,6%) e Minas Gerais (de -24,2% para -18,7%) e Amazonas (de -19,4% para -14,2%).
O diretor-executivo do Cieam (Centro das Indústrias do Estado do Amazonas), Ronaldo Mota, afirmou que a diminuição da produção estadual “era dada como certa”.
Mota explicou que 2008 começou aquecido e o primeiro semestre daquele ano “teve um crescimento excepcional”. “O segundo semestre deste ano certamente será menor que o ano passado, apesar da retomada da produção estar iniciando em agosto, para garantir as vendas de fim de ano. O Cieam calcula que os próximos seis meses acumularão uma produção 15% menor que no período de 2008”, argumentou.

Sobre a pesquisa

A Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física – Regional, elaborada pelo IBGE, produz indicadores de curto prazo, desde a década de 1970, relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação.
A publicação mensal da pesquisa ocorre mensalmente desde abril de 2004, período em que o estudo foi reformulado.
Os Estados do Amazonas, Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás; além da região Nordeste, compreendem os campos de estudo da pesquisa sobre a produção industrial.

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