Produção industrial cai 13,5%

O Amazonas apresentou queda produtiva de 13,5% no mês de abril, em relação aos resultados obtidos em março. A nível nacional, o percentual negativo foi o de maior expressão. O Estado ainda ganhou destaque com a retração de 21,3%, o segundo pior resultado quando comparado a abril de 2015. As informações foram divulgadas ontem pelo IBGE. Segundo os empresários, os números decadentes correspondem ao atual cenário produtivo no PIM (Polo Industrial de Manaus).
De acordo com o vice-presidente do Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Estado do Amazonas, Celso Piacentine, a retração produtiva é real e é comprovada numericamente. Ele afirma que todos os setores fabris foram afetados, com maior ênfase aos polos eletroeletrônicos e de duas rodas.
Na avaliação do empresário, na atual conjuntura econômica e política é impossível prevê alternativas que possam resultar em recuperação produtiva. Ele acredita que 2017 será um ano de recuperação e que em 2018 a economia nacional poderá reagir positivamente. “É uma enorme retração que está sendo sentida em todos os segmentos, muito mais no eletroeletrônico e no polo de duas rodas. É visível o encolhimento nas vendas e principalmente nos empregos. Esses números mostram a realidade”, avalia. “Acredito que este ano já está perdido e que só veremos algo positivo em 2018. É uma opinião que está baseada apenas em uma conjectura em meio à situação apresentada”, completou.
Conforme a pesquisa, além do Amazonas, os demais Estados que tiveram resultados negativos na produção foram: Rio Grande do Sul (-3,6%), Bahia (-2,5%), Santa Catarina (-2,2%), Ceará (-2,1%), Espírito Santo (-1,4%), Região Nordeste (-1,3%), Pará (-0,5%) e Paraná (-0,5%).
Os Estados que registraram os piores resultados em abril em comparação com o mesmo mês do ano passado foram o Espírito Santo, com a retração de 21,9%; e o Amazonas com queda de 21,3% na produção. O IBGE apontou que no Amazonas a retração atingiu os segmentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos como televisores, gravador ou receptor de sinais de áudio e vídeo, telefone celular e receptor-decodificador de sinais de vídeo codificados e relógios de pulso, entre outros.

Indústria nacional tem pequena alta

O ligeiro crescimento de 0,1% na produção industrial brasileira de março para abril reflete expansões nos parques fabris de cinco dos 14 locais pesquisados pelo IBGE, que divulgou, nesta quarta (8), os números da Pesquisa Industrial Mensal -Produção Física Regional de abril. Segundo o IBGE, o comportamento positivo observado na produção industrial nacional, na passagem de março para abril de 2016, na série com ajuste sazonal, foi acompanhado por cinco dos 14 locais pesquisados, com destaque para o avanço mais intenso de Pernambuco (10,2%), segunda taxa positiva consecutiva e acumulando no período expansão de 13,1%. As informações são da Agência Brasil. Também fecharam com resultados positivos em suas indústrias São Paulo (2,6%), Minas Gerais (2,4%), Goiás (0,8%) e Rio de Janeiro (0,7%), todos com crescimento acima da média nacional de 0,1%, entre março e abril.
As duas únicas regiões com expansão em suas atividades industriais foram o Pará (8,2%), impulsionado pelo comportamento positivo vindo de indústrias extrativas (minérios de ferro bruto); e Mato Grosso, cuja expansão de 2% decorreu, principalmente, de produtos alimentícios (carnes de bovinos congeladas, frescas ou refrigeradas e carnes e miudezas de aves congeladas).
A queda de 10,5% na produção industrial no resultado acumulado no ano (janeiro-abril), frente a igual período do ano anterior, reflete resultados negativos também generalizados, atingindo 12 dos 12 locais pesquisados. Destes, quatro recuaram com intensidade superior à média nacional: Espírito Santo (-22,3%), Pernambuco (-22,1%), Amazonas (-21,7%) e São Paulo (-11%). Com quedas expressivas, embora inferiores à média nacional, figuram Minas Gerais (-10,1%), Rio de Janeiro (-9,9%), Goiás (-8,4%), Paraná (-8,4%) e Santa Catarina (-8,0%). Nesses locais, segundo o IBGE, o menor dinamismo foi particularmente influenciado por fatores relacionados à diminuição na fabricação de bens de capital (em especial os voltados para equipamentos de transportes); bens intermediários (autopeças, produtos de minerais não-metálicos, bens de consumo duráveis (automóveis, eletrodomésticos da “linha branca” e da “linha marrom”).

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