22 de janeiro de 2022

Produção industrial avança 16,2%

A produção industrial amazonense de maio, ajustada sazonalmente, avançou 16,2% frente a abril, após também avançar em março (19,7%) e recuar em abril (-12,5%). Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral cresceu 6,7% na passagem dos trimestres encerrados em abril e maio, assinalando, assim, o terceiro resultado positivo seguido neste tipo de indicador, segundo dados do IBGE.
Segundo o supervisor de Disseminação de Informações do IBGE, Adjalma Jacques, embora a indústria local ainda apresente desempenho histórico negativo, houve uma leve melhora. “Na comparação com o ano anterior, o mês de maio registrou a menor queda em onze meses, quando em junho de 2015 registrou -0,6%. Já na comparação com o mês anterior, foi o segundo melhor resultado do ano, abaixo apenas de março com 19,6%. Ou seja, nesse negativo há uma melhoria “, disse.
Mas na comparação de maio deste ano, com o mesmo mês de 2015, a produção industrial do Amazonas recuou 6,3%. O indicador representa a vigésima sexta taxa negativa do setor com oito das dez atividades pesquisadas mostrando queda na produção.
De acordo com o vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, a queda na produção industrial traz duras consequências para o Estado. “Todo o cenário econômico local gravita em torno do Distrito Industrial. Assim, o comércio, os recursos e fundos são influenciados negativamente pelo recuo da produção e isso reflete na cadeia econômica da região”, afirma.
Conforme os dados da pesquisa, o índice acumulado nos cinco primeiros meses do ano apontou redução de 18,8%, ritmo de queda menos intenso do que aquele verificado no primeiro trimestre de 2016 com -21,9%. Ambas as comparações são referentes a igual período do ano anterior. O índice acumulado nos últimos doze meses, recuou 17,5% em maio de 2016, resultado negativo menos intenso desde dezembro de 2015 (-16,6%). Em abril a retração foi de 18,1%, resultado similar dos meses de janeiro (-18,3%), fevereiro (-18,7%) e março (-18,0%).
De janeiro a maio deste ano, o índice acumulado setor industrial do Amazonas recuou 18,8% frente a igual período do ano anterior, com a maior parte (nove) das dez atividades pesquisadas mostrando queda na produção.

Setores

Oito das dez atividades pesquisadas mostraram queda na produção. Os principais recuos da indústria vieram dos setores de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-21,3%) e de outros equipamentos de transporte (-19,7%). A pesquisa aponta a perda, em grande parte, pela menor produção de televisores, gravador ou reprodutor de sinais de áudio e vídeo (DVD, home theater integrado e semelhantes), receptor-decodificador de sinais de vídeo codificados, telefones celulares, relógios de pulso e rádios; e de motocicletas e suas peças.
Os dados do IBGE mostram ainda os recuos vindos dos setores de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-22,8%), de impressão e reprodução de gravações (-46,7%) e de máquinas e equipamentos (-35,6%). Por outro lado, o setor de bebidas (23,4%) assinalou a principal contribuição positiva sobre o total da indústria, impulsionado especialmente pela maior fabricação de preparações em xarope para elaboração de bebidas para fins industriais.

Cenário

Segundo Azevedo, a incerteza no ambiente político desfavorece os investimentos no setor econômico do país. “Quando houver uma decisão, voltará a confiança e credibilidade para haver investimento e consequentemente o crescimento na produção industrial”, argumenta.
A maioria das empresas do Distrito Industrial reduziram o número de turnos e funcionários. Para o presidente da Fieam isso representa além da menor produção, o reflexo na arrecadação do Estado. “O desemprego em alta reflete em áreas da saúde, segurança, educação e transporte, porque agora não podem manter os benefícios. E a queda na produção, vai influenciar negativamente nos tributos, como o ICMS, destaca Azevedo.

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