Produção encolhe 1,3% em julho e aumenta 26,4% no acumulado

A produção industrial do Amazonas recuou 1,3% na passagem de junho para julho, conforme levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O Estado foi uma das sete, dentre as 14 regiões pesquisadas pelo órgão, a apresentar queda. Na média nacional, o setor alcançou incremento de 0,4%.
Os números foram puxados para baixo por duas das 11 atividades investigadas pelo instituto: o polo de edição, impressão e reprodução de gravações e o segmento de Máquinas e equipamentos. Tratam-se das linhas de produção de CDs, DVDs, aparelhos de ar condicionado e forno microondas, respectivamente.
Para o coordenador de Disseminação de Informações do IBGE/AM Adjalma Nogueira, a queda não é preocupante. “Continuar um crescimento ascendente mês sobre mês seria o ideal para o setor, mas o mercado de consumo dos bens duráveis da nossa indústria possui diversas regras e circunstâncias que não são simples de contornar”, ponderou.
Em contrapartida, o Estado aparece em terceiro lugar no comparativo dos 12 últimos meses –atrás do Espírito Santo (24,7%) e do Paraná (18,1%)–, com alta de 16,4% frente a julho de 2009. No acumulado dos sete meses iniciais, o PIM (Polo Industrial de Manaus) ficou atrás apenas, mais uma vez, do Espírito Santo (34,9%), e registrou expansão de 26,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Os destaques vieram dos segmentos produtores de bens de consumo duráveis (TVs, celulares, fornos de microondas e motocicletas) e metalurgia básica.
“Os números são alentadores, todos bem maiores que o nível nacional (8,3% e 15% respectivamente). A produção amazonense só é superada pelo Espirito Santo, onde reina a indústria extrativa com petróleo e gás, bem como os setores de alimentos e bebidas”, comemorou.
Outro fator positivo destacado por Adjalma Nogueira é o crescimento de outras nove atividades econômicas nos últimos 12 meses, a exemplo de equipamentos de instrumentação médico-hospitalar, ópticos e outros (+47,13%), produtos químicos (+36,57%) e material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (+36,59%).

Sem surpresa

Para o presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Maurício Loureiro, a retração não foi nenhuma surpresa. Segundo ele, a Copa do Mundo e a crise da Infraero foram os principais motivos para a queda na atividade. “Apesar da grande produção no primeiro semestre, a tendência era que os números fossem reduzidos no segundo. Além disso, a crise na Infraero interferiu no resultado. Afinal, se você não tem matéria-prima, não produz”, ponderou.
O diretor-executivo da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Flávio Dutra, se vale do mesmo argumento que Loureiro. De acordo com o dirigente, o percentual negativo já era esperado porque, na indústria, julho não é um mês de crescimento. Para ele, o dado relevante da pesquisa é o acumulado do ano, que teve uma alta de 26,4% frente a igual período de 2009. “Esse recuo mensal é perfeitamente justificável, já que houve a desclassificação prematura da seleção na Copa e o volume de produtos gerados já era muito grande. Mas, o acumulado ainda nos mantêm com uma expectativa positiva para encerrar o ano em alta”, finalizou.

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