28 de junho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Produção é retomada com demanda interna

A perspectiva de uma retomada mais consistente das vendas destinadas ao mercado interno no segundo semestre levou a Abinee a revisar para 62 milhões a previsão de produção de aparelhos celulares em 2009

A perspectiva de uma retomada mais consistente das vendas destinadas ao mercado interno no segundo semestre levou a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) a revisar para 62 milhões a previsão de produção de aparelhos celulares em 2009, ante estimativa de 52 milhões anunciada no início do ano. Segundo relatório obtido pela Agência Estado, a retração na fabricação dos aparelhos em relação ao ano passado deverá ser de 15%, contra 29% da avaliação anterior da Abinee.
Do total produzido, 42 milhões serão destinados ao mercado interno, o que representará aproximadamente 68% dos aparelhos fabricados no País. Essa é a maior participação registrada desde 2004. “A previsão dos fabricantes no início do ano era produzir 33 milhões de aparelhos para o Brasil este ano. Mas a retomada mais consistente das encomendas à indústria a partir de maio, com a recomposição dos estoques, e as vendas de junho e julho nos obrigaram a rever esse cenário”, afirmou o presidente da Abinee, Humberto Barbato.
A retomada da confiança, que está levando os consumidores novamente às compras, é a principal razão para a revisão. Outro fator que contribui para a perspectiva de aceleração das vendas no segundo semestre em relação ao primeiro é a desvalorização do dólar, que recuou mais de 21% frente ao real desde janeiro.
“Como a maioria dos componentes utilizados na fabricação dos celulares é importada, a queda do dólar está reduzindo os preços dos aparelhos produzidos para atender a demanda do final do ano”, destaca.
O executivo salientou, porém, que as vendas estão sendo puxadas por aparelhos “menos sofisticados”, com preços mais baixos. Diante desse comportamento do consumidor, as importações de aparelhos – que desembarcam no país com uma tecnologia, em alguns casos, mais avançada em relação aos produtos nacionais – devem recuar 30% esse ano, para 5 milhões de unidades.
Com a retomada da produção, mesmo que em patamares inferiores ao do ano passado, o emprego no setor de eletroeletrônicos já retomou o sinal positivo em junho – com a primeira adição de vagas do ano, de 160 empregos, puxada por telecomunicações e informática. De acordo com a Abinee, de outubro do ano passado até maio, o setor perdeu 10,1 mil postos de trabalho. Apenas de janeiro a junho, a retração chega a 6,7 mil postos diretos de trabalho. “A retomada das encomendas poderá garantir, ao menos, a reposição das vagas perdidas este ano até dezembro”, disse Barbato.

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