Produção do PIM cresceu 9,6%

A produção industrial do Amazonas cresceu 9,6% durante o mês de abril, em relação à igual período do ano passado. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou ontem uma pesquisa com os 14 principais centros industriais do país, onde é analisada a expansão no ritmo de produção de cada região. O Amazonas ficou acima da média nacional na comparação com abril2013/abril2012. O crescimento do país neste período foi de 8,4%.
Entre as 13 atividades econômicas analisadas pelo IBGE o refino de petróleo e álcool foi o que apresentou o maior crescimento, com 53,96%, seguido pela produção de máquinas e equipamentos que cresceram 39,66%. O destaque, no entanto, fica para a análise do setor de Duas Rodas, que apresentou um crescimento superior aos 12%. Segundo o disseminador de informações do IBGE, Adjalma Nogueira o mercado está mostrando uma estabilidade e isso deve ser comemorado. “Estamos tendo um fôlego esse ano. Saindo do buraco do ano passado. Alguns setores importantes, como o polo de duas rodas, apresentaram crescimento importante em relação a abril do ano passado. É um primeiro passo”, explica Adjalma.
O vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Américo Esteves, destacou que os números estão dentro do esperado e também destacou o crescimento apresentado pelo setor de duas rodas. “O polo de duas rodas está longe de viver um bom momento, mas está crescendo em relação ao ano passado. Outros setores importantes também têm crescido, estamos em um momento que devemos comemorar a estabilidade”, ressaltou.
No entanto o crescimento do PIM em 2013 está abaixo da média nacional. Com 1,4% de crescimento na produção industrial o Amazonas ocupa a 7ª posição entre os 14 locais pesquisados, atrás dos grandes centros, como Rio de Janeiro (6,1%), Bahia (4,9%), São Paulo e Rio Grande do Sul (3,0%). A média nacional ficou em 1,6%, puxada para baixo pelo desempenho do Estado do Espírito Santo (-10,6%) e Pará (-8,5%).
Sete dos onze ramos investigados apontaram expansão na produção. No entanto entre os quatro setores que apontaram queda na produção, estão os dois setores com influências mais relevantes no PIM, como material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-15,0%) e outros equipamentos de transporte (-16,3%), pressionados em grande parte pelos recuos na produção de telefones celulares; e de motocicletas e suas peças.
O setor de alimentos e bebidas (13,1%) exerceu o principal impacto positivo, impulsionado em grande parte pela maior fabricação de preparações em xarope e em pó para elaboração de bebidas. Vale citar também as contribuições positivas vindas de máquinas e equipamentos (21,4%), equipamentos de instrumentação médico-hospitalar, ópticos e outros (16,0%), edição, impressão e reprodução de gravações (13,3%), refino de petróleo e produção de álcool (14,5%) e produtos de metal (10,1%),
Por outro lado, entre os quatro setores que apontaram queda na produção, as influências mais relevantes foram observadas em material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-15,0%) e outros equipamentos de transporte (-16,3%), pressionados em grande parte pelos recuos na produção de telefones celulares; e de motocicletas e suas peças.
Se compararmos os dois últimos meses, março 2013 com abril 2013, o desempenho se torna negativo, ocorre uma redução de 0,4%, enquanto a média nacional apresentou crescimento de 1,8%. Apenas Pará e Goiás, com -1,2% de expansão no ritmo de produção industrial tiveram um desempenho pior que o do Amazonas. Segundo Adjalma Nogueira é preciso levar em consideração o ano “tenebroso” vivido pela indústria em 2012. “Após o ano passado, qualquer crescimento deve ser comemorado. A queda em abril foi mínima, os números do ano ainda são positivos Se mantivermos a média podemos acabar o ano com um crescimento na casa dos 5%.”, comenta.
No período de 12 meses, equivalente a abril 2012 até o mesmo mês de 2013, o desempenho do Polo Industrial de Manaus sofreu grande retração, 5,3%. No entanto, Adjalma Nogueira reitera que esse desempenho ainda leva em conta meses de 2012, onde o polo passou por uma grande crise. Apenas o Espírito Santo (-8,8%) e o Paraná (-7%) tiveram desempenho pior do que o Amazonas. Vale lembrar que nos últimos dozes meses, a média nacional também apresenta retração (1,1%).

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email

Siga-nos

Notícias Recentes

JC Play

Podcast

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email