Produção do PIM acelera e encosta em 2008

Se em 2010 o setor de motocicletas já mostrava sinais de recuperação, agora em 2011 ele já está pronto para receber ‘alta’ depois da crise de 2009. Em março, mesmo com as restrições de crédito impostas pelo BC (Banco Central), o montante de produção e vendas cresceu 19,74% e 2,47%, respectivamente, em comparação a igual período de 2010, de acordo com a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares).
Com 181.553 unidades produzidas no terceiro mês do ano, faltou apenas 1,75% para o saldo se igualar ao registrado em 2008 (184.790 unidades), ano em que o segmento estava ‘em forma’. No caso das vendas, esta diferença é menor ainda, um percentual 0,49% inferior em relação a março de dois anos atrás.
Depois de amargar queda em fevereiro quando confrontado ao mês anterior, com 180.937 unidades ante 171.132, o segmento obteve uma expansão de 6,09% na quantidade produzida. Quanto ao número de vendas, que vinha crescendo gradativamente, a tendência permaneceu e houve uma leve alta de 4,98% frente ao período mais curto do ano.
A elevação também permitiu um crescimento em relação ao primeiro trimestre de 2010, com vendas 22,8% superiores e uma produção 32,6% maior.
Para o vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Wilson Périco, os valores demonstram dois viés. Por um lado, são positivos, porque refletem o crescimento das indústrias e o bom desempenho do comércio. Contudo, também podem influenciar negativamente na região. “Se as medidas do governo não foram eficazes para conter o consumo e ele também não investir em infraestrutura, oferecendo estímulo para as pessoas jurídicas, é provável que as empresas não consigam atender a demanda, o que pode impactar na inflação e favorecer o aumento dos preços”, avaliou.
Embora a inflação medida pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), por meio da FGV (Fundação Getulio Vargas), tenha diminuído em março deste ano, ao variar 0,61%, abaixo da taxa de 0,96% do mês anterior, o economista e conselheiro titular do Corecon/AM (Conselho Regional de Economia do Estado do Amazonas), Ricardo Reis da Silveira, se vale da mesma opinião do dirigente.
A despeito de as indústrias de duas rodas tenham ficado ociosas neste período de recuperação e ainda tenham bastante espaço para encomendas, Silveira comenta que os investimentos necessários não se remetem somente para a produção, mas para auxiliar os pedidos. “A ZFM [Zona Franca de Manaus] sempre vai precisar de apoio, devido ao seu problema de localização”, destacou.

Medidas governamentais

Se for desta forma, as medidas governamentais devem ser necessárias, pois, segundo a entidade, a frota brasileira de motocicletas cresceu 409% de 2000 a 2010. Matsui afirma que em torno de 40% dos consumidores nacionais substituem o transporte coletivo pelas motocicletas, na maioria das grandes cidades do país.
Além disso, este número deve aumentar, já que os dados da Abraciclo mostram uma expectativa de comercialização na margem de 2 milhões de motocicletas, enquanto a produção deve anotar 2,06 milhões de unidades fabricadas. “Nota-se um crescimento animador neste período, o que estimula o mercado e mantém nossas expectativas quanto às projeções”, finalizou.

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