Produção de set-top box no país volta à pauta de discussão do governo federal

O governo voltou a estudar a possibilidade de conceder benefícios fiscais para que o conversor da TV digital, também chamado set-top box, possa ser produzido a preços competitivos em todo o país, e não só na ZFM (Zona Franca de Manaus). A preocupação é garantir que a população possa ter acesso a um conversor barato para usufruir dos bene­fícios da TV digital, como si­­­­nais sem chuviscos e maior qua­­­lidade de imagem e som.

Os ministros que participam do Comitê de Desenvolvimento da TV digital estão empenhados em encontrar uma solução, e essa é uma das opções, informou uma fonte.O governo não descarta a possibilidade de importar conversores, mas, para isso, teria de reduzir impostos de importação. O governo entende que não dá para aceitar um conversor mais caro que R$ 200.

No início do mês, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, chegou a dizer que havia uma campanha “insidiosa, na tentativa de evitar que a TV digital seja um sucesso no país”. Na ocasião, o ministro criticou a indústria de televisores que, segundo ele, colocaria no mercado brasileiro uma cai­­xinha conversora dos sinais digitais a um preço de R$ 700, considerado muito alto.

Costa admitiu um preço de até R$ 500 para as caixinhas mais complexas, que permitem algumas funções de internet, como acessar e-mails. O set-top box é usado para converter o sinal digital em analógico, permitindo que o telespectador continue a utilizar o televisor que tem em casa.

A caixinha vai promover uma melhora na qualidade de imagem, mas para ter imagem e som com tecnologia digital e em alta definição é preciso que o televisor seja digital. O sinal analógico continuará a ser emitido até 2016. A idéia de se estender os benefícios fiscais da ZF para todo o país, no caso dos conversores, já foi defendida por Hélio Costa no ano passado.

Na época, no entanto, prevaleceu a posição do então mi­nistro do Desenvolvimento,­ Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan, que queria­ os benefícios restritos a Manaus. Técnicos do setor ava­liam­ que a extensão dos be­ne­­­­fícios poderia baixar pela me­­­­tade o preço de conversores­ que vêm sendo produzidos fo­­ra da Zona Franca.

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