25 de junho de 2022

Produção de petróleo e gás é recorde

Resultado em agosto foi o maior da história com 2,89 milhões de BOE (barris de óleo equivalente )

A produção de petróleo e gás natural no país atingiu em agosto a marca de 2,89 milhões de barris de óleo equivalente (boe) por dia, a maior da história. A ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) divulgou nesta sexta-feira (3), o balanço da produção para aquele mês, indicando alta de 2,5% em relação a julho. Somente a produção de petróleo registrou alta de 2,6% em relação a julho deste ano, chegando a uma produção diária de 2,326 milhões de barris. O volume representa uma alta de 15,7% em relação a agosto de 2013.
Ainda de acordo com a agência, a produção nas áreas do pré-sal registrou alta de 11% em agosto em relação a julho, totalizando 647 mil barris de óleo equivalente produzidos por dia. Desse volume, 533 mil barris foram de petróleo e 18,1 milhões de metros cúbicos de gás natural, diariamente. O novo recorde foi registrado a partir da produção de 35 poços nos campos de Baleia Azul, Baleia Franca, Jubarte, Barracuda, Caratinga, Linguado, Lula, Marlim Leste, Pampo, Sapinhoá, Trilha e nas áreas de Iara e Entorno de Iara.
Em agosto, a produção de gás natural foi 3,4% superior a de julho, com 90,9 milhões de metros cúbicos por dia. Na comparação com agosto de 2013, a alta foi de 18,1%. No mês, o aproveitamento de gás natural foi de 95%. A queima de gás no período foi de 4,549 milhões de metros cúbicos, uma alta de 1% em relação a julho. Segundo a ANP, a razão para esse aumento foi o comissionamento nas plataformas P-55 e P-62, ambas localizadas no campo de Roncador, na Bacia de Campos.
Roncador também foi o campo de maior produção de petróleo, com média de 287,8 mil barris diários. Já o principal campo produtor de gás natural foi Lula, na Bacia de Santos, com média de 7,5 milhões de metros cúbicos produzidos diariamente. Entre as plataformas, a P-52 registrou a maior produção, com 132 mil barris de boe produzidos por dia. Do total produzido no país em agosto, 91,8% foi extraído em campos operados pela Petrobras. A ANP tem registrado 308 campos sob concessão, operados por 23 empresas.

Etanol
Os preços do etanol hidratado nos postos brasileiros caíram em 14 Estados e no Distrito Federal, subiram em 10 e ficaram estáveis no Amapá e em Roraima nesta semana. Na semana anterior, havia sido registrada queda apenas em sete Estados, alta em 14 e no Distrito Federal e estabilidade em outros cinco Estados. Os dados são da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e mostram que no período de um mês os preços do etanol caíram em 10 Estados e no Distrito Federal, subiram em 14 e não variaram no Pará e no Rio Grande do Norte.
Em São Paulo, principal Estado consumidor, a cotação caiu 0,16% nesta semana, para R$ 1,862 o litro. No período de um mês, acumula queda de 0,32%.
Na semana, o maior avanço das cotações foi registrado em Mato Grosso do Sul(0,47%), enquanto o maior recuo ocorreu em Goiás (1,39%). No mês, a maior queda também ocorreu em Goiás (4,52%) e o avanço mais significativo, em Mato Grosso (8,19%).
No Brasil, o preço mínimo registrado para o etanol foi de R$ 1,499 o litro, no Estado de São Paulo, e o máximo foi de R$ 3,17/litro, no Amazonas. Na média, o menor preço foi de R$ 1,862 o litro, em São Paulo. O maior preço médio foi verificado no Acre, de R$ 2,932 o litro.

Gasolina x etanol
De acordo com os dados da ANP, compilados pelo AE-Taxas, o etanol continuou competitivo em Goiás, Mato Grosso, Paraná e São Paulo na semana. É a 14ª semana consecutiva em que o biocombustível mantém vantagem apenas nesses Estados. Nos outros e no Distrito Federal a gasolina continua mais competitiva.
Segundo o levantamento, o etanol equivale a 66,30% do preço da gasolina em Goiás. Em Mato Grosso, a relação está em 64,63%; no Paraná, em 68,10%; e em São Paulo, em 65,49%. A gasolina está mais vantajosa principalmente no Amapá, onde o etanol custa o equivalente a 97,61% do preço da gasolina – a relação é favorável ao biocombustível quando está abaixo de 70%.
O preço médio da gasolina em São Paulo está em R$ 2,843 o litro. Na média da ANP, o preço do etanol no Estado ficou em R$ 1,862 o litro.

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