Produção de motocicletas recua 12%

duas rodas registrou recuo de 12% no acumulado do ano e 13% em julho, na produção

O setor de duas rodas registrou recuo de 12% no acumulado do ano e 13% em julho na produção de motocicletas. De acordo com o presidente da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), Marcos Fermanian, as férias coletivas nas fábricas, localizadas no PIM (Polo Industrial de Manaus), além das incertezas do contexto macroeconômico nacional presentes no início do segundo semestre, incluindo crescimento da inflação, risco à empregabilidade e baixa oferta de crédito para aquisição de veículos, são os principais fatores impactantes para este cenário do setor.
Apesar disso, as montadoras permanecem confiantes e, inclusive, realizam lançamentos de novos produtos. A Moto Honda da Amazônia, por exemplo, continua investindo em inovação e tecnologia.
Segundo aponta o levantamento divulgado pela Abraciclo, a produção de motocicletas no acumulado do ano totalizou 799.981 unidades, contra 908.947 em igual período de 2014, equivalendo a uma queda de 12%. Em julho o recuo foi de 13% na comparação com o mês anterior, caindo de 116.933 para 101.721 motos, além de uma queda de 25,2% na em relação 136.004 motos produzidas em julho do ano passado.
O gerente de Relações Institucionais da Moto Honda da Amazônia, Mario Okubo, avalia a retração do mercado de duas rodas como consequência da falta de crédito e da crise econômica brasileira. “Um dos principais fatores é a restrição ao crédito. Hoje de dez pedidos de financiamento, dois ou no máximo três são aprovados. Além, claro, da situação econômica do país, com juros elevados, o que desestimula a compra a prazo”, observa. Para Okubo, alcançar os resultados do ano passado, é a expectativa para esse segundo semestre. “Manter os números do ano passado e trabalhar na busca de inovação, novas tecnologias e investindo na produção de nossos modelos, para sempre oferecer qualidade aos nossos clientes”, garante.
A fabricação nacional de motocicletas é representativa. Majoritariamente concentrada no PIM, está entre as seis maiores do mundo, segundo a Abraciclo. Já no segmento de bicicletas, o Brasil se encontra na quarta posição entre os principais produtores mundiais. No total, as fabricantes geram aproximadamente 16 mil empregos diretos no PIM.
Mercado
As vendas no atacado chegaram a 752.747 unidades no período de janeiro a julho, volume 9,3% inferior a 829.743 que corresponde ao acumulado de 2014. Quando comparado aos resultados de junho com 101.055, observa-se retração de 7,3% em julho, com 93.654 comercializações, e queda de 17,1% em relação ao mesmo mês de 2014 que registrou 113.013 unidades vendidas para as concessionárias.
Já no varejo, o acumulado de 2015 registrou 749.441 vendas, o que representa retração de 10,6% ante 838.630, volume de 2014. Em relação ao mês anterior as 101.102 unidades, registrou um avanço de 6,6%. No entanto, em comparação com o mesmo mês de 2014 o volume de 121.012, houve queda de 11%.
A média diária de vendas em julho chegou a 4.684 unidades, volume inferior 2,7% ao da média de junho de 4.814 unidades, mesmo tendo dois dias a mais de comercialização em relação a junho, com 23 e 21 dias úteis, respectivamente. Na comparação com a média de julho do ano passado, que registrou 5.261 vendas, a retração foi de 10,97%.
O presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, acredita numa recuperação para o setor, com os novos lançamentos que serão apresentados em grande estilo, no evento bienal realizado na capital paulista. “Apesar disso, as montadoras permanecem confiantes e, inclusive, realizam lançamentos de novos produtos. Acreditamos que o Salão Duas Rodas, a ser realizado de 7 a 12 de outubro, no Anhembi, em São Paulo (SP), trará vários atrativos aos consumidores, podendo impulsionar o mercado de motocicletas”, declarou.

Tanair Maria
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