Produção de mel mais fortalecida pós-pandemia

No dia 22 passado foi comemorado o Dia do Apicultor e o apicultor Francisco Gilmar resolveu comemorar a data doando 100 kits de sua empresa ‘Feira do Mel – Flor do Amazonas’ para os profissionais de saúde dos hospitais Delphina Aziz e Nilton Lins. Mas a história do potiguar Francisco Gilmar com o mel é bem mais antiga. Só no Amazonas ele atua há 30 anos, sem falar do tempo em que trabalhou com abelhas e mel no Nordeste.

“Antes de vir para Manaus, meu pai já tinha trabalhado com a extração de mel no Piauí, no Apiário Wenzel, uma referência em apicultura no Nordeste”, falou Sâmia, filha de Gilmar, que não é muito chegado a dar entrevistas, preferindo enfrentar o ferrão das abelhas.

A trajetória de Gilmar com o mel, em Manaus, começou há mais de 30 anos. Um dia, ele foi ao mercado Adolpho Lisboa e, vendo umas garrafas com o produto à venda numa banca, perguntou o preço, que achou um absurdo. Ainda assim, conhecedor de mel de qualidade, pediu para degustar a bebida e teve outra decepção. O mel era de baixa qualidade, inclusive adulterado.

“Meu pai se deu ao trabalho de pesquisar em outros locais, como feiras e, ao final de uma semana de ‘degustações’, concluiu que Manaus carecia de mel puro. Foi então que resolveu que quem deveria produzir e vender mel de qualidade seria ele”, contou Sâmia.

“Naquele período meu pai era borracheiro, e a oficina onde trabalhava havia fechado as portas. Ele comprou um livro sobre apicultura e, aprimorando a experiência que tinha trazido do Piauí, começou a por em prática a idéia de criar abelhas”, lembrou.

Assim surgiu a ‘Feira do Mel – Flor do Amazonas’ trabalhando primeiramente com abelhas africanizadas com ferrão (apicultura) e depois com abelhas sem ferrão (meliponicultura).

Mel 100% puro

As abelhas africanizadas resultaram dos cruzamentos entre a conhecida abelha africana e raças europeias. Elas têm grande facilidade de enxamear, alta produtividade, são mais resistentes a pragas e doenças, e indicadas para a produção de mel e própolis. Já as abelhas sem ferrão não oferecem risco podendo ser criadas em áreas próximas de pessoas e animais, porém, ao se sentirem ameaçadas, chegam a morder olhos, orelhas, nariz e se enrolar no cabelo do invasor. Sua produção de mel é bem menor.

“Nós trabalhamos com abelhas africanizadas e a jandaíra (Melipona subnitida, sem ferrão), mas a cultura desta última, endêmica do Nordeste, ocorre somente em um período do ano, pois a produção é bem menor, cerca de um litro por colméia, enquanto das africanizadas é de 20 a 40 litros por colméia”, explicou.

Quem pensa que um apiário produz apenas mel, se engana. Hoje se sabe que todos os produtos originários da produção das abelhas são ótimos para a saúde.

“No Flor do Amazonas temos, e sempre tivemos, tudo o que uma abelha pode produzir: mel, extrato de própolis, pólen, geléia real, cera, composto de mel, copaíba, própolis, eucalipto e o mel com favo. Favo é o local onde as abelhas armazenam o mel”, informou.

E Gilmar conseguiu o que queria. Os produtos da ‘Feira do Mel – Flor do Amazonas’ têm a garantia de serem 100% puros, pois são fiscalizados pela Adaf (Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas), sob a responsabilidade técnica do veterinário Gilmar Nascimento.

500 quilos/mês de mel

Acompanhando a crescente procura das pessoas por produtos naturais e saudáveis, Sâmia confirma que, apesar do isolamento social, as vendas da ‘Feira do Mel – Flor do Amazonas’ vem aumentando, mesmo hoje eles só estando atendendo delivery.

“Somos conhecidos pelos manauaras por causa dos nossos pontos de vendas nas feiras da cidade e feiras da ADS (Agência de Desenvolvimento Sustentável), mas com tudo fechado, tivemos que atender somente ao delivery, porém, nossos clientes não nos decepcionaram”, comemorou.

“Tivemos que reinventar a nossa forma de trabalhar, e os clientes ajudaram, compartilhando nosso telefone com amigos e familiares e a nova forma de venda está sendo um sucesso. Houve até um aumento nos pedidos”, declarou.

O entreposto da ‘Feira do Mel – Flor do Amazonas’ fica no Santa Etelvina, com dois pontos de extração do mel, um no próprio bairro de Santa Etelvina e outro num terreno na BR 174.

“A nossa florada é silvestre, com várias flores e plantas nativas da Amazônia, e o resultado do mel amazonense é ser saboroso e rico em propriedades”, garantiu.

Atualmente a empresa produz 500 quilos/mês de mel, além dos demais produtos, e está promovendo investimentos para aumentar a produção.

“Agora estamos nos organizando para realizar mais duas entregas, com um total de 200 kits de mel, para entidades carentes. Os derivados do mel são ótimos para aumentar a imunidade, são antibacterianos, anti-inflamatórios e previnem o aparecimento de doenças do aparelho respiratório”, ressaltou.

Os interessados em adquirir os produtos da ‘Feira do Mel – Flor do Amazonas’ podem entrar em contato pelos telefones: 9 8145-8628 e 9 9429-0269, ou pelo Instagram: @feiradomel_am.

Fonte: Evaldo Ferreira

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