Produção de fibras é superior a 10 mil t

Em 2006, Manacapuru –a 84 km de Manaus– foi o maior produtor de fibras (juta e malva) do Estado do Amazonas e do Brasil, com safra acima de 10 mil toneladas e projetando uma colheita superior para 2007. O município é também um dos principais produtores de mamão, maracujá, banana, goiaba, açaí, cupuaçu, acerola e graviola, de legumes como a macaxeira, abóbora (jerimum) e batata-cará.
O município conta com duas indústrias de beneficiamento da polpa de açaí, fruto extraído de uma palmeira encontrada na várzea dos rios amazonenses. “O produto começa a ser consumido em grande escala no Rio de Janeiro e São Paulo”, disse o secretário municipal de Produção Rural e Abastecimento, Marcos Antônio de Souza.
Segundo Souza, a saca que era vendida a R$ 8, passou a ser comercializada a R$ 40 com os incentivos do governo estadual que permitiram, através da então Agroamazon, a organização desses trabalhadores rurais em associações e cooperativas e a comercialização do produto por preços mais acessíveis.
Souza destacou que os itens são comercializados nos principais supermercados de Manaus e ainda abastecem instituições de caráter filantrópico -a exemplo da Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepecionais), creches, hospitais-, e o Preme (Programa de Regionalização da Merenda Escolar), que desde 2004, fornece gêneros alimentícios para a Seduc (Secretaria de Educação do Estado) e, a partir de agosto, vai distribuir também para a Semed (Secretaria Municipal de Educação) por meio de convênio assinado, este mês, com a ADS (Agência de Desenvolvimento Sustentável).
“Tudo isso é resultado das ações unificadas do sistema de produção rural integrado e comprometido em buscar solução para o homem que vive no campo”, observou o presidente da ADS, Valdelino Cavalcante.
Outra atividade que cresce em Manacapuru é a piscicultura. A criação de peixes em tanques-redes ou viveiros são as experiências mais desenvolvidas. Os principais criatórios estão localizados no lago do Calado, Comunidade do Santana, Acajatuba e rodovia Manoel Urbano, envolvendo 75 piscicultores que cultivam, na sua maioria, o tambaqui, uma das espécies mais consumidas.

Pescado tem incremento

A experiência com tanques-redes ou gaiolas é muito praticada em Manacapuru, na bacia hídrica da reserva do Piranha e comunidade do Patauá. Só nessa região são 400 gaiolas pertencentes a 40 famílias, sendo dez para cada uma. A produção dessa atividade já pode ser comercializada em Manaus a preços mais acessíveis aos consumidores e justos aos piscicultores, explicou Valdelino.
De acordo com o presidente da ADS, indústria da piscicultura no Amazonas tem contribuído para garantir o peixe na mesa do consumidor, em Manaus, através das feiras itinerantes que já comercializaram nos primeiros sete meses deste ano R$ 651 mil, o equivalente a 98,5 toneladas de pescado, contra 25 toneladas vendidas no ano anterior.
Além de Manacapuru, as ações de comercialização do pescado –iniciativa do programa Zona Franca Verde–, beneficia piscicultores de Manaus, Iranduba, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Careiro Castanho, Nova Olinda do Norte, Coari, Benjamin Constant e Itacoatiara.
A venda itinerante do pescado é mais uma opção para o consumidor além de inibir a exploração dos preços por atravessadores e feirantes, principalmente, em épocas atípicas, como na Semana Santa, quando o consumo de peixe tem um incremento em todo o país.
Na avaliação de Valdelino, por muito tempo, a ausência de políticas voltadas para o setor provocou um desperdício muito grande de peixes lisos e de espécies que não pertenciam à lista dos nobres como o tambaqui, tucunaré, pescada, pirarucu etc.
O cubiu, por exemplo, geralmente era devolvido ao rio pelos pescadores. Hoje, o peixe também conhecido por “charuto” é valorizada no Preme (Programa de Regionalização da Merenda Escolar), como um dos mais importantes gêneros do cardápio escolar da rede pública estadual de ensino. Depois de beneficiado, a espécie,

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