4 de dezembro de 2021

Produção de computadores sobe 44,47% no 1º semestre

A produção de microcomputadores no PIM (Polo Industrial de Manaus) aumentou 44,47% nos cinco primeiros meses de 2010, em comparação com o mesmo período de 2009

A produção de microcomputadores no PIM (Polo Industrial de Manaus) aumentou 44,47% nos cinco primeiros meses de 2010, em comparação com o mesmo período de 2009. De acordo com os indicadores de desempenho da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), até maio de 2010, foram produzidos 223.725 microcomputadores (inclusive portáteis), 68.871 a mais que em 2009 (154.854 unidades).
As vendas para o mercado interno também apresentaram resultados positivos no período. Somente nos cinco primeiros do ano, o volume comercializado pelas fábricas do segmento instaladas no polo somaram US$ 190 milhões, mais da metade do que o setor faturou em todo o ano de 2009 (US$ 336.58 milhões). A previsão das indústrias é que em 2010 o mercado continue crescente, principalmente na venda e produção de notebooks e netbooks (microcomputadores portáteis).
Os bons resultados do segmento se refletem tanto na indústria de bens finais quanto na de bens intermediários. Com a capacidade de produção de 4.000 unidades diárias, a Phitronics produz no PIM, atualmente, cerca de 80 mil placas-mãe por mês, e possui uma rede de integradores e distribuidoras que atendem a marca em todos os estados do país. A previsão do gerente industrial da Phitronics, Marco Camargo, é que a fábrica dobre a capacidade de produção para atender a demanda do próximo semestre.

Vantagens comparativas

Apesar dos bons resultados do segmento de bens de informática, as vantagens comparativas do polo foram dilapidadas nos últimos anos, em virtude de incentivos concedidos à produção em nível nacional, por meio da Lei de Informática. A capacitação de novos investimentos na área da informática no Amazonas é limitada pela lei federal que prevê a isenção do PIS/Cofins (Programa de Integração Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) até 2014 para todo o Brasil na venda e fabricação de microcomputadores. De acordo com o Governo Federal, a medida, que acabaria esse ano, multiplicou a venda de computadores em todo o país.
“Enquanto a diferença de incentivos para outros estados no setor de eletroeletrônicos chega a 60%, em relação aos microcomputadores essa diferença cai para 20% no Amazonas”, informou Laredo. Conforme o economista, o Polo industrial de Manaus deveria ter mais de 100 fábricas do setor. Segundo o site da Suframa, há apenas cinco fábricas de microcomputadores e componentes instaladas na capital amazonense.
Na avaliação do presidente do Sinaees (Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus), Wilson Périco, a despeito da Lei de Informática, ainda é vantajoso fabricar microcomputadores no PIM. “Os incentivos dados pela ZFM [Zona Franca de Manaus] são maiores do que em qualquer Estado brasileiro. Se formos colocar na ponta do lápis, ainda vale mais fabricar microcomputadores aqui, principalmente para aquelas empresas que atendem as regiões Norte e Nordeste”, salientou Périco.

Notebooks devem dominar mercado em 2011

Estudo da IDC (International Data Corporation), empresa especializada em consultoria na área de tecnologia da informação e telecomunicações, mostra que foram vendidos 2,9 milhões de computadores no primeiro trimestre de 2010, no Brasil. O número de desktops e notebooks comercializados nos primeiros meses deste ano foi quase 40% maior do que o registrado no mesmo período de 2009.
A previsão é que até o final de 2010, o mercado de PCs atinja a marca 13,2 milhões de unidades vendidas, número que é 20% maior do que o registrado em 2009 (10,6 milhões). O segmento de usuários domésticos seguirá aquecido, porém o destaque deverá ser para o segmento corporativo, que mostrou forte recuperação já no início do ano.

Momento econômico

O IDC prevê, ainda, que em 2011 o consumo de notebooks ultrapassará os desktops. Do total de computadores comercializados no primeiro trimestre de 2010, 61% foram desktops e 39% foram notebooks. Entretanto, o que mais chamou a atenção no estudo foi a superioridade na venda de notebooks para usuários domésticos. “Embora o número total de venda de desktops ainda seja maior, pela primeira vez na história o segmento de usuário doméstico de notebooks foi maior, registrando pouco mais de 50% das vendas de equipamentos para o segmento”, declarou o analista do mercado de PCs da IDC, Luciano Crippa.
Segundo os analistas, o crescimento no número de computadores comercializados deve-se principalmente ao momento econômico do país. “Em 2009 as empresas investiram 21% menos em computadores. Somente no primeiro trimestre deste ano, o segmento corporativo já vendeu 30% a mais quando comparado com o mesmo período do ano passado. Aliás, em 2010 esse setor já investiu mais do que em qualquer trimestre de 2009”, completa Luciano Crippa.

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